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Para o Grupo de Jovens Ágape aprender a viver uma vida em comunidade à luz dos valores cristãos, constituindo a unidade e comunhão entre o grupo é o nosso maior propósito...afinal somos mais que participantes do mesmo grupo ou simplesmente amigos... o nosso valor principal é fazer parte de uma família...a família Ágape.
Muito se discute sobre a natureza e a forma do ato criador de Deus. Aqui mesmo neste blog foi postado um texto sobre a aleatoriedade da criação (Dezembro de 2009). O autor, Alexandre Zabot, afirmou que não devemos confundir a aleatoriedade das mutações genéticas com a aleatoriedade da criação em si, esta última negada pelo físico. Para ele, que é um cientista, e que por seu ofício tem a tendência de acreditar na força das leis naturais, a natureza é dotada de regras, que foram criadas por Deus, e são essas regras, as leis da natureza, que ditam o caminho da evolução, e não a interferência direta de Deus, que seria, no seu raciocínio, um ato de constante "remendo" de Deus em sua obra. No entanto, não é necessário que haja assim uma confusão entre a ação direta e atual de Deus em sua criação com o que o autor chamou de remendo.
Não pretendo aqui discutir qual a natureza das leis universais. Não é esse o escopo deste texto. Pretendo, sim, provar que elas não seriam contrárias à intervenção direta de Deus na sua criação, e que os constantes atos dessa intervenção não seriam constantes consertos de uma natureza que precisasse ser modelada. Pois essa confusão nasce da visão de que, se existem leis naturais, o universo não precisa de ajuda para vir a ser o que ele é e o que está destinado a ser. Essa seria a função das leis universais, levar a criação ao seu destino. Contudo, e se uma dessas leis for justamente a possibilidade da intervenção externa?
A criação, toda a criação de Deus, desde as mais complexas e grandiosas galáxias, até a mais diminuta partícula subatômica, é uma realidade aberta. Nada em si mesmo é auto-suficiente, no sentido de que é infenso a qualquer interferência exterior. Podemos, desse modo, dizer o mesmo da criação em conjunto. A criação foi moldada por Deus de modo que Ele mesmo possa interferir nela, para que Ele pudesse ter intimidade com a sua obra. Isso não é contrário à natureza das coisas, uma vez que essa abertura mesma faz parte dessa natureza. A criação é uma realidade aberta e naturalmente receptiva à ação poderosa de Deus.
Muitas pessoas dizem que não existe coincidência no mundo, existe providência. Na verdade, se uma dessas realidades negasse a outra, não existiria nem uma nem outra. Se não existisse providência, a coincidência, ou seja, a aleatoriedade, se transformaria em puro acaso e despropósito. O mundo se transformaria em um conjunto cego de eventos sem controle nem finalidade. Por outro lado, se existisse somente a providência, esta seria praticamente um destino imperioso, sem que houvesse possibilidade para uma configuração própria da vida e do universo. Acho que a posição mais correta é aquela que vê que a providência, ou seja, a ação direta de Deus nos destinos do homem e do universo, acontece nas várias possibilidades de ser das coisas, ou seja, na aleatoriedade. Entre as várias possibilidades, Deus interfere, conduzindo a uma delas.
Isso não significa a perda da autonomia da criação. Nós não podemos confundir autonomia com auto-suficiência. A autonomia é a qualidade de quem tem um ser, e a auto-suficiência é a qualidade de quem cujo ser se basta a si mesmo. A criação é autônoma, mas o seu ser não se basta, e não seria o que é sem sem a ação direta e constante de Deus. Esta não é um ato de conserto, como se o universo fosse deficiente e precisasse de ajuda. Ela configura o próprio ser do universo, sendo este uma realidade concreta, mas aberta, por suas próprias leis, à intervenção todo-poderosa de Deus.
Nestes tempos tão difíceis pelos quais a nossa Igreja tem passado, com as denúncias de casos de pedofilia no clero, anunciados pela mídia, temos sido alvo de muitos questionamentos e críticas. Muitas dessas críticas partem de protestantes, ateus e pessoas que não têm uma religião. Mas também somos inquiridos por nossos próprios fiéis, que, talvez por inconsciência, ou talvez por uma falta maior de um comprometimento com a Igreja, questionam certas posições desta e até a sua idoneidade e santidade.
Algumas dessas questões, postas por todos os que se escandalizam com as notícias, são, em primeiro lugar, o valor e a graça do celibato. Dizem que os casos de pedofilia estão relacionados com a obrigação do celibato, imposto pelo Vaticano ao clero. Essa crítica pressupõe muitas idéias relacionadas à vida afetiva e sexual das pessoas, em geral, e dos nossos padres, em particular. Pressupõe, por exemplo, que os seres humanos são seres eminentemente sexuais, e que a vida sexual é um pressuposto de felicidade e saúde para todos. É uma idéia muito disseminada pela sociedade moderna. E na verdade, o sexo, como instrumento de união e comunhão entre os esposos e de co-participação na obra da criação de Deus, pela geração dos filhos do casal, é um aspecto humano belíssimo e altamente louvável e recomendado pela Igreja.
Mas os católicos não podem esquecer que existe uma vida muito mais digna e bem-aventurada, que é a vida da graça. Essa é uma questão muito cara a toda a história da Igreja. É a graça que capacita os escolhidos de Deus a serem castos completamente, na continência plena, em prol de uma entrega muito mais profunda a Deus e ao bem dos fiéis. Nós, mais do que ninguém, não podemos perder a consciência do valor sagrado do sacerdote. Esta mesma palavra é composta de outas duas do latim: sacer, sagrado, e dotis, dom. Ou seja, o sacerdote é um dom sagrado de Deus aos homens e de si mesmo a Deus. O sacerdote é um homem sagrado, abençoado. E, se a Deus nada é impossível, a sua vontade soberana, pela graça, capacita o sacerdote a ser esse homem sagrado no meio de todos nós.
O fim do celibato não seria, assim, solução para o problema da pedofilia, seria sim um agravante, pois negaria a graça de Deus que santifica os seus filhos. Ele tiraria o caráter sagrado do sacerdote, transformando-o num "empregado" da Igreja. Negaria a vocação direta de Deus, transformando o sacerdócio num "emprego" que muitos desejariam por suas vantagens. Além disso, introduziria no sacerdócio um espírito de abertura e relaxamento moral e espiritual que chegaria a piorar o problema, em vez de saná-lo. Com efeito, o que muitos não sabem é que a graça de Deus, ajudada pelas regras severas do Direito Eclesiástico, é a responsável pela ínfima incidência de casos de pedofilia no clero, em comparação com outros setores da sociedade, como entre familiares, e até em outras igrejas. Os casos denunciados de padres pedófilos não chegam a 1 por cento do número de padres existentes, e os que são provados não chegam a 0,1 por cento. E devemos isso à graça santificante de Deus, que não abandona os seus filhos, e, também, à regra do celibato, que lembra aos padres os seus deveres e o seu valor sagrado.
Além disso, alguns católicos chegam a questionar a própria santidade da Igreja. Saídos de nossas missas, não se pejam de falar contra a sua própria Mãe. Com esses devemos ser caridosos, mas também severos, como um bom pai seria com seus filhos rebeldes. Não devemos expulsá-los, mas conscientizá-los da verdade, uma vez que muitos falam por ignorância mesmo. Mas existem, sim, outros que não são católicos de verdade. Esses poderiam ser chamados de "católicos protestantes", pois quase não participam das atividades sagradas, comunitárias e sociais da Igreja e vivem protestando contra erros e pecados que eles nem se dignam esclarecer para saber se realmente têm a dimensão que possuem. A esses devemos deixar a providência divina encaminhá-los a seus lugares já escolhidos por eles próprios, que não é a Igreja. Eles não são católicos de verdade, apenas de nome. E eles mesmos verão isso, quando perceberem que aquilo que exigem de nós, como uma maior aceitação dos valores do mundo de hoje, nunca será aceito pelos obedientes e agraciados filhos de Deus.
Baseado no texto
Escândalo real de uma sociedade pseudo-moralista e pseudo-intelectual
Sabendo da fraqueza humana, sobretudo quando já nos encontramos em situações de pecado, em Mt 5, 33-37, Jesus nos confirma o mandamento, mas também nos adverte contra a tentação de refugiarmos em Deus para nos acobertar de nossas culpas, quando O evocamos para ser testemunha mentirosa, ou “o advogado do diabo”.
Dando continuidade ao Sermão da Montanha, que inicia no capítulo 5 de Mateus, no capítulo seguinte, versículos de 9 a 13, mais uma vez, Jesus nos orienta através da oração do Pai-Nosso, a prestar o culto a Deus em primeiro lugar através da santificação de Seu nome (“Pai-Nosso que estais no Céu, Santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade assim na terra como no Céu...”) que, assim como na Lei de Deus, essas três primeiras evocações consistem no culto a Ele e depois nas necessidades humanas (“...o pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, amém.”)
Segundo o artigo 2143 do Catecismo da Igreja Católica, “Deus confia seu nome àqueles que crêem nele; revela-se-lhes em seu mistério pessoal. O dom do nome pertence à ordem da confiança e da intimidade. "O nome do Senhor é santo." Eis porque o homem não pode abusar dele. Deve guardá-lo na memória num silêncio de adoração amorosa. Não fará uso dele a não ser para bendizê-lo, louvá-lo e glorificá-lo. Ex.: se o nosso nome indica confiança e intimidade, e nos aborrecemos quando alguém faz alguma brincadeira de mau gosto com ele, nos põe apelidos pejorativos, ou revela apelidos íntimos, imagine Deus em sua santidade absoluta? O exemplo perfeito de culto e louvor a Deus em Seu nome é o cântico de adoração Magnificat (Lc 1,46-56):
“A minha alma glorifica o Senhor E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva:
De hoje em diante me chamarão bem aventurada todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas:
Santo é o seu nome.”
O segundo mandamento proíbe o abuso do nome de Deus, isto é, todo uso
inconveniente do nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria e de todos os santos. Ex.: “Eu juro por Deus!”, “Deus sabe o que estou falando!”, “Nossa Senhora!”, “Jesus, apaga a luz!”, “Ai, meu Deus!” etc. Assim como na oração do Pai-Nosso, também santificamos a Santíssima trindade no sinal da cruz e no Glória, e o nome de Maria e Jesus na Ave-Maria:
As promessas feitas a outrem em nome de Deus empenham a honra, a fidelidade,
a veracidade e a autoridade divinas. Devem, pois, em justiça, ser respeitadas. Ser-lhes infiel é abusar do nome de Deus e, de certo modo, fazer de Deus um mentiroso. Ex.: por isso não devemos quebrar nossos votos sacramentais, juramentos de colação de grau, ou diante de um tribunal, o que poderíamos classificar como blasfêmia.
A blasfêmia opõe-se diretamente ao segundo mandamento... A proibição da blasfêmia se estende às palavras contra a Igreja de Cristo, os santos, as coisas sagradas. É também blasfemo recorrer ao nome de Deus para encobrir práticas criminosas, reduzir povos à servidão, torturar ou matar. O abuso do nome de Deus para cometer um crime provoca a rejeição da religião...E em si um pecado grave. Ex.: o caso do pastor que, ao chutar a imagem de Nossa Senhora, apesar de ter agredido uma imagem esculpida pelo homem, faltou com respeito a um símbolo religioso que nos conduz ao sagrado.
As pragas, que fazem intervir o nome de Deus, sem intenção de blasfêmia, são
uma falta de respeito para com o Senhor. O segundo mandamento proíbe também o uso mágico do nome divino. O nome de Deus é grande lá onde for pronunciado com o respeito devido à sua grandeza e à sua majestade. O nome de Deus é santo lá onde for proferido com veneração e com temor de ofendê-lo. Ex.: o uso do nome de Deus ou orações como Pai-Nosso e Ave-Maria para prática do espiritismo, evocação de espíritos, rituais de magia (“trabalhos”) etc.
I. O NOME DO SENHOR PRONUNCIADO EM VÃO
Seguindo S. Paulo, a Tradição da Igreja entendeu que as palavras de Jesus não se
opõem ao juramento quando é feito por uma causa grave e justa (por exemplo, perante um tribunal). "O juramento, isto é, a invocação do nome de Deus com testemunha da verdade, não se pode fazer, a não ser na verdade, no discernimento e na justiça."
A santidade do nome divino exige que não se recorra a ele para coisas fúteis e
não se preste juramento em circunstâncias suscetíveis de interpretá-lo como uma aprovação do poder que o exigisse injustamente. Quando o juramento é exigido
por autoridades civis ilegítimas, pode-se recusá-lo. Deve ser recusado quando é pedido para fins contrários à dignidade das pessoas ou à comunhão da Igreja.
II. O NOME CRISTÃO
O sacramento do Batismo é conferido "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19). No Batismo, o nome do Senhor santifica o homem, e o cristão recebe seu próprio nome na Igreja. Este pode ser o de um santo, isto é, de um discípulo que viveu uma vida de fidelidade exemplar a seu Senhor. O "nome de Batismo" pode também exprimir um mistério cristão ou uma virtude cristã. "Cuidem os pais, os padrinhos e o pároco para que não se imponham nomes alheios ao senso cristão." Ex.: também o Papa recebe um novo nome assim que é nomeado.”
O cristão começa seu dia, suas orações e suas ações com o sinal-da-cruz, "em
nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém". O batizado dedica a jornada à glória de Deus e invoca a graça do Salvador, que lhe possibilita agir no Espírito como filho do Pai. O sinal-da-cruz nos fortifica nas tentações e nas dificuldades.
Deus chama a cada um por seu nome. O nome de todo homem é sagrado. O
nome é o ícone da pessoa. Exige respeito, em sinal da dignidade de quem o leva.
O nome recebido é um nome eterno. No Reino, o caráter misterioso e único de
cada pessoa marcada com o nome de Deus resplandecerá em plena luz. "Ao vencedor... darei uma pedrinha branca na qual está escrito um nome novo, que ninguém conhece, exceto aquele que o recebe" (Ap 2,17). "Tive esta visão: eis que o Cordeiro estava de pé sobre o Monte Sião com os cento e quarenta e quatro mil que traziam escrito sobre a fronte o nome dele e o nome de seu Pai" (Ap 14,1).
“Este é o dia que o Senhor fez para nós...exultemo-nos e nEle alegremo-nos”
No Antigo Testamento o povo guardava o dia de sábado como honra ao Senhor e também por Deus ter criado o mundo em seis dias e descansado no sétimo.
Marcos 16, 2 => Com a vinda de Jesus que ressuscitou no primeiro dia, no Domingo, passou-se a se guardar o domingo como dia Santo, dia de estarmos mais próximos a Cristo. Assim o domingo passou a ser respeitado como dia do Senhor, é o dia de descansar a mente e enriquecer o nosso Espírito e alma é também o dia de estar com a família, com amigos, de nos encontrarmos com aqueles que amamos.
O 3º Mandamento também nos manda respeitar as Festas de Preceito, que são:
Natal / Epifania do Senhor / Ascensão de Cristo / Corpus Christi / Santa Maria Mãe de Deus / Imaculada Conceição / São José / Dia de Todos os Santos / São Pedro e São Paulo.
Estes dias devem ser vividos com a mesma importância do domingo, e a maior festa para nós católicos é a Celebração da Ressurreição de Cristo, quando Ele entrega sua vida para nos salvar do pecado, morre na Cruz e Ressuscita para honra e glória do Pai que o enviou.
Como participar da Santa Missa:
Nem sempre participamos verdadeiramente da Santa Missa, não vivemos com toda a intensidade este momento único de graça que nós temos. É importante chegar cedo a Igreja e fazer um exame de consciência para pedir perdão pelos pecados vividos (pecados graves devem ser confessados no Sacramento da Penitência – Confissão), entregar a Deus nossas intenções para a Missa (agradecimentos, pedidos, ação de graças), participar de toda a Liturgia e de todos os momentos que ela oferece.
Vamos procurar viver com mais amor e caridade e com todo o respeito que a Celebração da Santa Missa merece, pois, neste momento relembramos a Paixão, Morte e Ressurreição e vivemos o mais sublime e perfeito Sacramento que Jesus nos deixou seu próprio Corpo e Precioso Sangue. Uma Santa e bela Missa e Celebração das Festas da nossa Igreja a todos.
Neste mandamento vemos a beleza de honrar plenamente nossos pais.
Leituras: Ex 20, 12 e Ef 6,1-3 • O 4° mandamento nos diz que Deus quis que, depois dele honrássemos nossos pais e os que Ele, para nosso bem, investiu de autoridade.
• Os filhos devem a seus pais respeito, gratidão, justa obediência e ajuda. O respeito filial favorece a harmonia de toda a vida familiar
• A salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligada ao bem-estar da comunidade conjugal e familiar
• Os pais são os primeiros responsáveis pela educação de seus filhos na fé, na oração e em todas as virtudes. Têm o dever de prover, na medida do possível, às necessidades físicas e espirituais de seus filhos.
• Os pais devem respeitar e favorecer a vocação de seus filhos. Lembrem e ensinem que a primeira vocação do cristão consiste em seguir a Jesus.
Deveres dos filhos para com seus pais (Eclo 3,1-16)
a) Amor. O primeiro dever de um filho para com seus pais é o de amá-los, e o amor se demonstra com obras. É preciso rezar por eles, dar-lhes satisfações e alegrias e ajudá-los segundo as possibilidades, sobretudo se estão enfermos ou são anciãos.
b) Respeito e gratidão. O respeito aos pais se demonstra na sincera veneração, e na reverência quando se fala com eles e deles. Seria uma falta de respeito levantar a mão contra eles, desprezá-los, insultá-los ou ofende-los de qualquer modo, ou ter vergonha deles. Caso nossos pais tenham algum defeito ou peculiaridades – particularmente se já são idosos – ou que não façam o que deveriam fazer, é necessário rezar, compreende-los e desculpá-los, ocultando seus defeitos e tratando de ajudá-los a que os superem, sem que jamais saia de nossa boca uma palavra de crítica.
c) Justa obediência. É necessário obedecer aos pais com prontidão e diligência, sempre que não seja pecado o que nos mandam. A obediência exige esforço, porque é muito mais fácil ser “rebelde” fazendo continuamente o próprio capricho. Para obedecer é necessário um coração bom e vencer o próprio egoísmo.
Deveres dos pais para com seus filhos (Ef 6, 4)
Os pais hão de amar, sustentar e educar seus filhos: cuidar de suas necessidades espirituais e materiais, dando-lhes uma sólida formação humana e cristã. Para consegui-lo, além de rezar por eles, devem oferecer os meios eficazes: o exemplo próprio, os bons conselhos, a escolha da escola, vigiar as companhias, etc... Depois de tê-los aconselhado, devem respeitar e favorecer a vocação dos filhos quando escolham o caminho de sua vida, no humano e no sobrenatural.
Outras obrigações do quarto mandamento
Dentro deste mandamento são incluídos também, além dos pais, outras pessoas às quais se deve obediência, amor e respeito:
a) Os irmãos. Especialmente os irmãos mais velhos devem procurar dar bom exemplo evitando discussões, brigas, invejas: em uma palavra, o egoísmo.
b) Familiares e amigos. O amor e o respeito da família alcança de modo particular os avós, tios, primos e os amigos.
c) Professores e benfeitores. São os representantes de nossos pais e por isso devemos a eles agradecimento e respeito.
d) Os Pastores da Igreja. Porque somos filhos da Igreja, temos de amar aqueles que governam nossa alma, rezar por eles e obedecer suas indicações. A lealdade pede que nunca murmuremos contra eles.
e) Deveres para com a Pátria e as autoridades civis. Como toda autoridade vem de Deus, é necessário amar e servir nossa Pátria, a mãe comum, respeitar e obedecer às autoridades civis e cumprir as leis, sempre que sejam justas.
BIBLIOGRAFIA: http://www.saojorgemartir.com.br/curso/catecismo48.php acessada em abril de 2010. Catecismo da Igreja Católica
Abílio Tomaz Coelho Silva Grupo de Jovens Ágape De volta ao primeiro amor
A mídia têm dado particular e repetitiva ênfase aos casos de pedofilia envolvendo sacerdotes católicos. Mas, como já é conhecimento das ciências humanas, o discurso midiático massivo é por várias vezes tendencioso e parcial. O senso comum e jornalistas ingênuos acreditam que o jornalismo é fiel à realidade. Porém, não é o que pensam os teóricos da construção social da realidade (Amaral, 2005, disponível em: http://www.ppgcomufpe.com.br/lamina/artigo-renata.pdf). Por isso, é necessário fazer, em relação à tais casos de pedofilia, uma análise que vá além do discurso veiculado nos meios de comunicação de massa. O que dizem jornalistas de mídia independente? Quais são os dados reais apresentados pelas pesquisas? O que dizem as ciências sociais, a psicologia e demais ciências?
Pedofilia e celibato:
Muito tem se falado sobre a sua “suposta” relação da pedofilia com o celibato dos padres. A mídia acaba tendo um ponto de vista demasiadamente parcial em relação ao assunto. Ela expõe o assunto de determinada forma como se só ocorresse pedofilia dentro da Igreja Católica e como se existisse relação entre a pedofilia e o celibato. A questão é, onde estão as provas científicas sobre isso, ou seja, pesquisas científicas publicadas sobre o assunto em revistas de credibilidade internacional? Não seria tudo especulação?
Na verdade, o que a psicologia diz é que não há qualquer indício disso. A maioria dos casos de pedofilia ocorre dentro de casa, quando um pai, padrasto ou outra pessoa próxima da vítima abusa sexualmente da mesma. E então, como explicar isso? Se a pedofilia é fruto do celibato, porque não-celibatários são os principais causadores do problema? Porque nos Estados Unidos a maioria dos casos de pedofilia dentro de igrejas ocorre em igrejas protestantes (cerca de duas vezes mais casos), onde o celibato não é obrigatório? A grande pergunta que dá fim ao enigma é: Um padre se torna pedófilo ou um pedófilo se torna padre?
O fato é que um pedófilo se torna padre e não o contrário. A pedofilia não é causada pelo celibato dos sacerdotes e nem o celibato agrava o problema da pedofilia. Prova disso é que no ano de 2009 na Alemanha, apenas 0,2% dos casos de pedofilia no país tiveram relação com o clero. Um sacerdote tem plenas condições de se envolver com uma mulher, porque, então, ele se envolveria com uma criança, correndo riscos de ser processado e preso, se não fosse por um distúrbio psicológico?
Ataques da Igreja
Não são apenas católicos que vêem esses recentes ataques à Igreja como algo nocivo. O escritor português Artur Rosa Teixeira, não católico, disse em uma matéria que “de fato as recentes notícias de pedofilia, que envolve sacerdotes católicos, têm contornos de uma campanha de ataque à hierarquia Católica, muito para além da objetividade informativa que a deontologia jornalística impõe, independentemente da sua gravidade moral. Tais notícias suscitam desconfiança sobre a sua “bondade” até entre os não católicos como nós” e ainda “as notícias sobre a pedofilia no seu seio (Igreja) surgirem como cogumelos que nascem a cada manhã, confundindo-se o número das vítimas com o dos pedófilos” (Leia matéria completa em http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5770:quando-se-confunde-a-arvore-com-a-floresta&catid=50:demais&Itemid=331). Dados de pesquisas científicas mostram que o número de sacerdotes envolvidos com casos de pedofilia representam apenas 0,6% do clero, uma diminuta minoria. Além disso, casos de pedofilia em outras organizações civis são proporcionalmente maiores. Nos EUA, por exemplo, o número de vítimas em outras instituições é muito superior, numa proporção de 157 para 1, quando comparado à Igreja Católica. Dos abusos registrados até hoje na Alemanha, os cometidos por padres representam 0,045% do total. Outros dados mostram que dos casos de pedofilia envolvendo sacerdotes, 60% ocorre com adolescentes do mesmo sexo (rapazes), indicando causa homossexual mais do que de pederasta. Apenas em 10% dos casos ocorre pederastia em si, ou seja, relação com crianças (menores impúberes). Os outros 30% ocorrem com adolescentes do sexo oposto (moças). (Essas informações e dados estatísticos estão disponíveis em: http://www.quadrante.com.br/Pages/servicos02.asp?id=400&categoria=Sociedade&pg=principal)
Além de atacar, a mídia não dá ênfase às boas coisas que a Igreja faz. Não fala das instituições de caridade, das lutas em defesa dos menos favorecidos, da defesa dos direitos humanos, do incentivo e subsidio à instituições de científicas e de ensino. Um exemplo, a maioria das pessoas veio a conhecer o trabalho da Pastoral da Criança depois da morte trágica de sua fundadora a Dra. Zilda Arms no terremoto do Haiti, e mesmo assim, as informações veiculadas foram insuficientes para que o espectador compreendesse o importante papel da pastoral no combate a mortalidade infantil, desnutrição, dentre outros. As escolas e universidades enfatizam os erros da Igreja, como a Inquisição (que por sinal é exposto de madeira parcial e tendenciosa), e sequer citam que nossa civilização atual deve sua construção à Igreja Católica Apostólica Romana. O historiador norte-americano Dr. Thomas Woods, PhD em Harvard, afirma: “Bem mais do que o povo hoje tem consciência a Igreja Católica moldou o tipo de civilização em que vivemos e o tipo de pessoas que somos [...] a Igreja Católica foi indispensável construtora da Civilização Ocidental. A Igreja não só eliminou os costumes repugnantes, como o infanticídio e o combate de gladiadores, mas depois da queda de Roma, restaurou e construiu a civilização” (Mais sobre esse tema no livro Uma história que não é contada, Prof. Felipe Aquino, Editora Cléofas).
Estranho é o interesse em difamar a Igreja Católica e apenas ela, deixando que outras “pseudo religiões” façam o que bem entendem, como desviar dinheiro do dízimo, envolver-se em esquemas de corrupção no governo, vender lotes no céu e milagres, dentre outros abusos. Enquanto a Igreja Católica luta e sempre lutou pelo bem das pessoas, existem muitas organizações intituladas de igrejas que abusam da boa fé das pessoas, as enganam, ludibriam e “roubam” o que elas possuem. Essas “igrejas” a mídia não ataca, ora ou outra denunciam algum abuso mais relevante, no mais, só silêncio.
Pânico Moral
O sociólogo não católico Massimo Introvigne considera a ênfase nos casos de padres pedófilos como “pânico moral” ele diz: “A discussão atual sobre padres pedófilos – considerada do ponto de vista sociológico – representa um exemplo típico de “pânico moral”. O conceito nasceu nos anos 1970 para explicar como alguns problemas são objeto de uma “hiperconstrução social”. Mais precisamente, os pânicos morais foram definidos como problemas socialmente construídos, caracterizados por uma amplificação sistemática dos dados reais, seja na exposição midiática, seja na discussão política. Os pânicos morais têm na sua origem circunstâncias objetivas e perigos reais. Não inventam a existência de um problema, mas exageram suas dimensões estatísticas. Os pânicos morais não fazem bem a ninguém.” (Para mais informações consulte http://www.cesnur.org/2010/mi_preti_pedofili.html). Massimo diz ainda que as polêmicas dessas últimas semanas sobre a Alemanha e a Áustria exibem uma característica típica dos pânicos morais. O fato de se noticiarem na primeira página dos jornais ocorrências dos anos 80, como se houvessem ocorrido ontem e de se suscitarem polêmicas violentas, com um ataque concêntrico que anuncia todo dia, em estilo escandaloso, novas “descobertas”, mostra bem como o pânico moral é promovido de forma organizada e sistemática. O caso que “envolve o Papa” é um exemplo de manual escolar: refere-se a um episódio de abusos na Arquidiocese de Munique, da qual era arcebispo o atual Pontífice, que remonta a 1980. O caso veio à tona em 1985 e foi julgado por um tribunal alemão em 1986; no julgamento ficou provado, entre outras coisas, que a decisão de acolher na arquidiocese o sacerdote em questão não foi tomada pelo cardeal Ratzinger e não era sequer do seu conhecimento.
Isso não significa que os males praticados por membros da Igreja Católica devam ser acobertados. Eles devem vir à tona sim, para que a própria Igreja possa tomar providências para sanar tais erros, além de corrigir e punir os envolvidos. Além disso, nessas horas é que saberemos quem são os verdadeiros católicos, aqueles que oram pelos padres e que fazem de tudo para os que já existem nas suas comunidades não caíam nesses e em outros erros graves. Enquanto recebemos críticas, temos pelo menos um avanço. Embora as críticas só tenham o objetivo de destruir a Igreja, elas trazem consigo uma importante mensagem. Católicos, orem pelos seus pastores, a Igreja mais do que nunca precisa de vocês. Assim que passar essa crise, teremos um tempo de bonança. Com toda certeza a Igreja vai aprender muito com tudo isso e essas barbaridades vão ser tiradas do seio da Igreja.
Ao menos tivemos a atitude de pedir perdão à humanidade pelas nossas falhas como fez o Papa João Paulo II pelos erros das idades média e moderna e como fez Bento XVI recentemente pelos escândalos de pedofilia. Esperamos que os que nos atacam tenham a mesma atitude perante seus erros que existem, mas ficam acobertados ou sequer são lembrados. Uma única atitude de humildade em reconhecer os próprios desvios e pedir perdão por eles não cairia mal a algumas entidades existentes, mas nem isso elas fazem.
Por fim, deixamos para vocês refletirem o que o Nosso Senhor Jesus Cristo disse na ocasião em que queriam apedrejar a mulher pega em adultério: “Aquele que não tiver pecado, atire a primeira pedra”.
Eduardo Marques Moreira Mariana Prado Borges
(A quem possa interessar, contate-nos para saber mais sobre o assunto e para obter mais referências bibliográficas.)
Amigos e adversários me perguntaram por que sirvo à Igreja Católica, ontem e hoje tão controvertida. Isso mesmo, e já vai para cinqüenta anos. Respondi que controvérsia existe por toda a parte. Se tivesse escolhido ser político ou servir algum exército vede ou vermelho também a encontraria. Além do mais, nutro a convicção de que sirvo é a Deus e ao meu povo e faço isso na instituição chamada Igreja Católica.
Ao escolher a vida que vivo escolhi o sinal, a provocação, a controvérsia, mas também o diálogo, o estudo, a prece, a convivência e a paz. De alguma forma sou mestre e sou visto como mestre. Se outros quiseram ser mestres em história, sociologia, filosofia, medicina, ciências biológicas e política, eu quis ser um eco de Jesus, portanto: catequista e mestre de espiritualidade, o que não me parece coisa pouca nem pequena.
De homens e mulheres que assumiram crer e ensinar espiritualidade nasceram hospitais, creches, asilos, orfanatos, universidades, grandes obras de filantropia, grandes livros, grandes estudos, grandes descobertas, o processo civilizatório da Europa, da América Latina e de boa parte de outros continentes. Houve erros? Houve. E as ideologias de hoje também não impuseram e não erraram?
Os católicos iam lá anunciar Jesus do jeito deles e lá criavam escolas e cidades. Aconteceu no Brasil onde milhares de obras sociais têm o sinal da cruz nas suas paredes, onde famosas universidades de hoje nasceram de escolas católicas de ontem e onde, primeiro existiu uma capela no lugar em que hoje se erguem pujantes metrópoles.
É a esta Igreja que eu sirvo com todos os limites de uma agremiação de pessoas. Estamos no mundo há seguramente 20 séculos, ou como querem alguns, há dezessete séculos desde que nos chamamos de católicos, o que é mais tempo do que a maioria dos países e continentes de hoje, mais do que a maioria das igrejas e mais do que a maioria dos partidos e instituições de agora. Se duramos tanto tempo é porque soubemos durar e não nos faltou a graça de Deus que, cheio de misericórdia, viu nossos pecadores mas viu também os nossos santos e mártires.
Não tenho porque me achar mais do que os outros por ser católico, mas também não tenho porque pedir desculpas por servir a uma Igreja que modificou a história do mundo. Não devo encurralar ninguém com meus argumentos, mas também não tenho porque deixar me encurralar por este ou aquele autor que nos diminui. Mostro a quem me fala deles e de suas denúncias, centenas de outros que nos respeitam e admiram. Além disso, historiadores são humanos: há os que só destacam o lado bom e os que só acentuam o lado ruim. E há os honestos que mostram o poder, a glória e as derrotas. Fico com estes. Faço o mesmo diante dos pregadores de religião. Suas religiões e igrejas têm méritos e pecados, também a nossa. Respeito-os e espero ser respeitado.
Disse mais aos meus amigos naquela tarde fria de fogo a crepitar na lareira. Não escolhi ser sacerdote e aceitar que me chamem de reverendo e de padre apenas pelas honrarias e medalhas. Eu sabia que seria questionado porque teria que ensinar a doutrina da Igreja que é muito mais do que confeites, pudins e chantilis. Ela mexe com relacionamentos humanos e macro-políticas. Eu teria que anunciar e denunciar. Sabia disso há cinqüenta anos e sei agora. Se aceitei é porque achei que a isso Deus me chamava.
Continuo não me achando melhor do que os outros, mas não silenciei nem escolhi o conforto da palavra que agrada. Abracei um caminho que às vezes fere primeiro o pregador. Sirvo a Deus, assim penso eu, numa Igreja rica de história e de martírios. Os pecados? Sou leitor de História. Sei o que houve com outras religiões, com as esquerdas e direitas e outras ideologias. Não fujo ao debate. Espero que eles também não fujam! Não se descartam vinte séculos com algumas frases feitas. Nem do nosso lado nem do lado deles!