Grupo de Jovens Ágape

devoltaaoprimeiroamor@gmail.com, Uberlândia MG, Brazil
Para o Grupo de Jovens Ágape aprender a viver uma vida em comunidade à luz dos valores cristãos, constituindo a unidade e comunhão entre o grupo é o nosso maior propósito...afinal somos mais que participantes do mesmo grupo ou simplesmente amigos... o nosso valor principal é fazer parte de uma família...a família Ágape.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A verdadeira caridade

O madeiro

Todos os homens têm uma vocação comum. O Papa Beato João Paulo II escreveu no Catecismo da Igreja Católica que o ser humano como um todo tem a capacidade de Conhecer e Amar a Deus.

O madeiro onde Cristo foi crucificado possui um rico simbolismo de equilíbrio, mas não de igualdade. Jesus foi crucificado numa cruz. A cruz é um simbolismo teológico. Há o madeiro horizontal e o madeiro vertical.

O madeiro horizontal aponta para a terra, para os seres humanos. Assim, os seres humanos foram salvos pelo sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só o sacrifício infinito do homem-Deus, Cristo Jesus, pode livrar o homem da culpa infinita dos pecados do egoísmo, do orgulho e da desobediência à Deus.

Há também que se ver o madeiro vertical, que aponta para os céus. Esse madeiro aponta para Deus e isso implica que o Sacrifício de Jesus é válido para nos levar a amar a Deus sobre todas as coisas. Amar a Deus como Ele nos ama, de forma incondicional e perfeita, a ponto de dar a vida por amor.

Assim vemos que o amor a Deus é o bem supremo do ser humano e só depois de amá-Lo sobre todas as coisas, podemos dizer que amaremos ao próximo. É bom ver que Jesus mesmo pede “amai a Deus sobre todas as coisas” para depois pedir “amai ao próximo como a si mesmo”. Se não há amor a Deus, não há verdadeira caridade. Só a verdadeira experiência com Deus renova e nos faz amar plenamente, a Deus e ao próximo.

Essa experiência ocorre na Eucaristia, na Oração do Santo Terço e na recepção dos demais sacramentos à medida que almejamos as coisas do alto. Entretanto, olhar apenas para o madeiro vertical nos faz hipócritas, como os fariseus que por sua vez faziam coisas terríveis justificando o culto a Deus.

O jovem rico

A parábola do jovem rico é narrada nos três Evangelhos Sinóticos. Todavia, talvez nenhum deles narre essa passagem de forma tão plena como o Evangelho de São Marcos. Diz a tradição que São Marcos começou a seguir a Jesus com 14 anos de idade, mas ele não foi um dos apóstolos. Os olhos curiosos de São Marcos narraram então em Mc 10, 17-25 uma das mais belas e mais confusas passagens do Evangelho.

Notamos que o jovem se aproxima chamando Jesus de bom e pergunta o que é necessário para alcançar a salvação. O Bom Mestre então pergunta: Porque me chamas bom? E diz que só Deus é bom! Assim somos tentados a pensar que Jesus disse que Ele não é Deus. Todavia, seguindo o texto, vemos que Jesus diz ao jovem quais coisas são necessárias para se chegar ao Reino dos Céus. Jesus então diz vários mandamentos, mas não cita o principal: Amar a Deus sobre todas as coisas!

Se o jovem rico de fato amasse a Deus, Ele teria dito que chamava Jesus de bom porque Jesus é Deus, mas ele não fez isso. Jesus ainda dá outra chance ao Jovem dizendo a ele que ame ao próximo a ponto de doar todas as coisas para seguir a Deus, mas ele não quer. Por isso vemos que nem sempre as pessoas que dizem amar a Deus o amam de fato, pois o profundo amor a Deus transforma e faz com que as pessoas sejam caridosas.

I Coríntios 13, 1-8a; 13.

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria! A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor .Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade jamais acabará. Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade.”

Vemos então que a caridade é diferente da doação de bens, por isso Jesus testa a fé do Jovem rico olhando se ele é capaz de doar tudo aos pobres para segui-lo, mas o jovem rico mostra que não quando deposita sua confiança em seus bens e não em Deus. Santa Catarina de Sena distingue a caridade perfeita da caridade imperfeita. Para ela, a caridade perfeita é a que Jesus pede ao jovem rico, deixar tudo por amor a Deus, mas há a caridade imperfeita, de quem quer o bem do irmão porque sabe que Deus o ama, mas nem por isso doa todos os bens para seguir a Deus.

Portanto, não adianta o mundo querer fazer boas obras, pois será inútil. Enquanto o homem não aprender a amar à Deus, ele não vai entender que o próximo é irmão e que por isso devemos todos amar uns aos outros.

Poema de Madre Tereza

Sobre a caridade devemos ver o que fez certa mulher. Existiu uma mulher em certo tempo que vivia pobremente. Ela viajava pelo mundo pregando o Evangelho pelo exemplo e era de fato, um exemplo de caridade perfeita. Não raras as vezes pessoas comovidas pagaram passagens para ela junto à primeira classe e ela, com toda pobreza e simplicidade, colocava suas coisinhas em uma caixa de sapatos e seguia viagem com aquela bagagem sutil perto de todas as bagagens mais sofisticadas que haviam. Essa mulher é Madre Tereza de Caucutá que escreveu um texto que diz:


A inteligência sem amor te faz perverso,

A justiça sem amor te faz implacável,

A diplomacia sem amor te faz hipócrita,

O êxito sem amor te faz arrogante,

A riqueza sem amor te faz avaro,

A docilidade sem amor te faz servil,

A pobreza sem amor te faz orgulhoso,

A beleza sem amor te faz ridículo,

A autoridade sem amor te faz tirano,

O trabalho sem amor te faz escravo,

A simplicidade sem amor te deprecia,

A oração sem amor te faz introvertido,

A lei sem amor te escraviza,

A política sem amor te deixa egoísta,

A fé sem amor te deixa fanático,

A cruz sem amor se converte em tortura,

A vida sem amor não tem sentido...


In Caritas Christi


Eduardo Moreira

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A violência e os cristãos

Há algum tempo, vimos a notícia do assassinato de um travesti, ocorrido na Paraíba, por um grupo de jovens. E volta à tona a questão do preconceito e da violência contra os homossexuais. E nós, cristãos, qual a posição que assumimos nessa conjuntura de violência e banalização do crime?

Em primeiro lugar, devemos deixar claro que repudiamos veementemente a violência. Nós não estamos de acordo com qualquer tipo de atentado, físico ou moral, seja por que motivo for: ideológico, religioso ou simplesmente por maldade. Todas as pessoas, estejam em que estado estiverem, devem ser respeitadas, pois são seres humanos. Não estou falando somente dos homossexuais, mas de todos, principalmente dos que são mais discriminados. Devemos nos lembrar das palavras do Senhor que disse que quando fazemos o bem a esses pequeninos, é a Ele que o fazemos, e quando lhes fazemos mal, é a Ele mesmo que estamos maltratando e matando.

Isso é importante frisar, pois mais e mais as discussões giram em volta da palavra preconceito. Porém, estão misturadas nessa palavra muitas noções que precisam ser esclarecidas, e que não são compatíveis com o que seja violência, que é o verdadeiro critério para distinguir o preconceito. Pois o crime é este: a violência, que fere não apenas as vítimas sociais, mas todos nós. Todo tipo de violência deve ser execrado e combatido.

No entanto, existe uma distinção profunda entre violência e verdade. Como disse, nós cristãos não aceitamos nenhum tipo de atentado contra o outro. Mas não podemos deixar também de denunciar comportamentos morais que, apesar de não parecer, estão profundamente relacionados com o crescimento da violência. Nós sabemos que a causa de toda violência é a ausência de Deus. Nossa sociedade secularizada procura apenas causas sociais e racionais para as nossas mazelas, mas nenhuma dessas explicações sozinhas resolveu os problemas. Porém, nós sabemos que as causas são, antes de tudo, morais e éticas, e nós, como profetas consagrados no nosso batismo, não podemos nos furtar de apontar para as verdadeiras soluções dos problemas sociais.

Não podemos deixar de denunciar que as práticas sexuais desenfreadas são uma das causas desse males. Porque quando começamos a pensar que não há regras na vida, seja em qualquer campo humano, então tudo começa a perder o seu valor, inclusive o outro. Começa a vigorar a lei do meu querer, e o outro passa a ser relativo a esse valor absoluto do eu. O que aconteceu na Paraíba demonstra isso: os jovens, horas antes, tinham contratado o serviço do travesti, e assassinaram-no porque acharam que ele os tinha roubado. Todos os envolvidos tiveram culpa, pois feriram princípios humanos básicos, como o respeito ao próprio corpo, à propriedade alheia, à vida do outro. Tudo contra os mandamentos de Deus.

A palavra chave aqui é respeito. E respeito não significa calar quanto ao que está errado em nome de um suposto preconceito, pois este deve ser visto em relação à violência, não em relação à aceitação de práticas que são em si mesmas violentas. Pois podemos cometer violência contra nós mesmos, e, sendo o liberalismo sexual uma violência também, devemos denunciá-la, pois, como disse, somos contra todo tipo de violência. Não se trata de condenar os homossexuais, mas sim de defendê-los, em sua dignidade e humanidade, contra o que pode destruir a vida de todo ser humano.

Por Ney César

Grupo de Jovens Ágape

De volta ao primeiro amor

quinta-feira, 12 de maio de 2011

HOMILIA DO PAPA JOÃO PAULO II AOS JOVENS DO BRASIL - 1980




Na carta de Paulo aos cristãos de Corinto, uma palavra rija e convincente como costuma ser a do grande Apóstolo: se alguém quiser construir sua vida, não há outro alicerce a colocar senão o que já foi colocado: Cristo Jesus (cf. 1Cor 3,10). Ele sabia bem o que dizia, este Paulo. Adolescente, ele havia perseguido a sua Igreja. Mas houve na estrada de Damasco, um belo dia, aquele encontro inesperado com o mesmo Jesus. E é o testemunho da própria vida que o fez dizer: Não há outro fundamento possível. É urgente colocar Jesus como alicerce da existência.



E, no Evangelho de São Mateus, a página que ninguém relê sem emoção. “Quem é que os outros dizem que eu sou?”, pergunta Jesus aos Apóstolos. E depois que eles transmitem uma série de opiniões, a pergunta de fundo: “Mas, para vocês, quem sou eu?”. Nós todos conhecemos este momento, no qual já não basta falar de Jesus repetindo o que outros disseram, é forçoso dizer o que você pensa, já não basta recitar uma opinião, é preciso der um testemunho, sentir-se comprometido pelo testemunho dado e depois ir até os extremos das exigências desse compromisso. Os melhores amigos, seguidores, apóstolos de Cristo foram sempre aqueles que perceberam um dia dentro de si, a pergunta definitiva, incontornável, diante da qual todas as outras se tornam secundarias e derivativas: “Para você, quem sou eu?”. A vida, o destino, a história presente e futura de um jovem, depende da resposta nítida e sincera, sem retórica nem subterfúgios, que ele puder der a esta pergunta. Ela já transformou a vida de muitos jovens.





Belo Horizonte, 01 de julho de 1980



Beato João Paulo II

quarta-feira, 23 de março de 2011

A arte de amar - Movimento dos Focolares

Com a graça de Deus tivemos a oportunidade de recebermos em nosso grupo os integrantes do Movimento dos Focolares. Foi um encontro muito rico, no qual pudemos conhecer um pouco da espiritualidade e dos trabalhos desenvolvidos por este movimento.

O movimento é mundial, reconhecido pelo Vaticano e está organizado em nível diocesano. Foi criado por Chiara Lubich e o centro de toda a espiritualidade está na arte de amar e nos pontos explicados abaixo.

Como vocês sabem Jesus é o nosso modelo. Nele, todos os homens podem espelhar-se. Todos podemos e devemos tornar-se um especialista no amor. Ele, mais do que qualquer um soube amar e nisto consiste toda lei cristã: o Amor. Mas será que nós, imitando Jesus saberemos como amar?

Amar é uma arte: O artista é uma pessoa que com seu pincel cria algo original, como um quadro que exprime beleza e harmonia. Todos nós queremos ser como Jesus, que é o artista do amor, porque ele nos ensinou a amar. A sua arte tem algumas características. Se aprendermos e colocarmos em prática nos tornaremos como Jesus.

O 1º ponto que vamos aprender é este: “DEVEMOS AMAR A TODOS”

Isto significa que devemos amar sem excluir ninguém. Devemos amar quem é simpático e quem é antipático, quem é bonito e quem é feio, as pessoas de todas as raças, culturas e religiões. Significa amar como eu gostaria de ser amada.

Chiara Lubich nos dá um exemplo: “Vocês quando voltarem para casa dirão: a minha mãe eu a amo, o meu irmãozinho eu o amo, o meu pai eu o amo, mas a minha tia não. Isto não é amor. Ou então quando voltarem para a escola dirão: a minha professora eu a amo, aquele meu amigo também, mas aquele amigo lá é antipático. Isto não é amor verdadeiro. Assim não nos tornamos Jesus. É preciso amar a todos. Temos que nos superar. Foi isso que fizemos quando éramos jovens e começamos a viver o Ideal”.

O 2º ponto é: “SER OS PRIMEIRO A AMAR”.

Jesus veio a terra por amor e não ficou esperando que nós o amássemos, mas Ele nos amou por primeiro, dando a sua vida por nós. Isto significa que não podemos esperar nada em troca daquilo que fazemos. Então para isso devemos vencer a preguiça e tomar a iniciativa de amar.

O 3º ponto é este: “FAZER-SE UM COM O OUTRO”.

Jesus nos ensinou como “fazer-se um”. Ele era Deus e se fez homem por amor. Assim também nós precisamos esquecer de nós mesmos e viver pelos outros, nos interessarmos pelos outros, escutá-los e compartilhar suas preocupações, sofrimentos e alegrias.Por exemplo, se alguém sofre, saber sofrer com ele; se alguém se alegra, saber alegrar-se com ele. É preciso sofrer com o irmão, viver o que ele vive. Portanto, “fazer-se um” com o irmão.

O 4º ponto: “AMAR O INIMIGO”.

Amar o inimigo é uma revolução típica do nosso cristianismo.

O 5º ponto é: “AMAR-SE RICIPROCAMENTE”.

Aqui o importante é lembrar que Jesus quer que o amor se torne recíproco. Ele quer que eu ame o outro e o outro me ame. O amor deve ser recíproco. Não podemos descansar e parar de amar só porque o outro ainda não me ama. Nós, por amor a Jesus, continuamos a amar e um dia ele será recíproco. Jesus disse: Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei”. É isso que ele pede para nós.

O 6º é este: “VER JESUS EM TODOS”.

Devemos amar todos aqueles que encontramos durante o dia. Amar portanto a Jesus em cada pessoa. Devemos ver Jesus em todos. É preciso amar também quem não é da nossa família, amar as pessoas idosas, amar Jesus também no mendigo. Nós devemos amar também as pessoas que são antipáticas ou aquelas violentas. Nós devemos amar o outro como a nós mesmos. Isto significa que se alguém tem fome, sou eu que tenho fome; se alguém tem sede, sou eu que tenho sede. É importante recordar-se que em cada pessoa que encontramos está Jesus. É preciso sempre ver Jesus, porque qualquer coisa que nós fazemos aos outros Ele nos dirá: “ A mim o fizeste”.

Então se nós vivermos esses 6 pontos um de cada vez, aprenderemos a Arte de Amar. Vivamos sempre a Arte de amar. Façamos muitas experiências. Vale a pena! Para maiores informações sobre o Movimento dos Focolares acesse: http://focolares.org.pt

Isabela Almeida e Virginia Castro

Grupo de Jovens Ágape

De volta ao primeiro amor

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Tempo, tempo, tempo

Quanto tempo eu vou gastar para ler este post? Quanto tempo me dedico ao meu cônjuge, aos meus pais, aos meus amigos, aos meus clientes, afilhados, sobrinhos e primos?

O tempo com a definição que conhecemos atualmente era definido na antiguidade por duas palavras distintas: Khronos e Kairós.

Kronos é o tempo cronológico ou seqüencial. Possui natureza quantitativa e pode ser considerado como o tempo dos homens. É medido em horas e prioriza horários, atrasos, prazos, duração de eventos. É o tempo controlado pelo relógio de pulso.

Kairós é o tempo existencial. Possui forma qualitativa e pode ser considerado como o tempo de Deus. Não pode ser medido e sim vivido. Aqui listamos os momentos marcantes, duradouros e inesquecíveis. É o encontro pessoal com Deus. É o tempo controlado pelo relógio do coração.

Com esta definição pode-se observar que o tempo possui duas dimensões: a dos homens e a de Deus, as quais são distintas. Assim vemos em 2 Pedro 3: 8 a passagem que nos fala que um dia é como mil anos e mil anos são como um dia só. Isto mostra que a dimensão de tempo humano é diferente da dimensão divina.

A passagem de Eclesiastes 3 nos mostra que há um tempo para tudo debaixo dos céus e que este tempo não é dentro dos nossos padrões humanos que mede o passar das situações em dias, horas, calendários. O tempo de Deus é Kairós é diferente da nossa visão mundana. Tudo acontece dentro do tempo previsto por Deus...as situações que te buscam ocorrem no momento exato previsto por Deus.

Às vezes nos angustiamos e reclamamos que nada em nossa vida acontece, mas tudo está indo da forma como Deus projetou...nós que somos limitados e não conseguimos entender e ter a paciência necessária para sofrer as demoras de Cristo.

E o que estamos fazendo com o nosso tempo? Trabalhando, acumulando bens materiais e tendo menos tempo para conversar, sair com os amigos, ver os filhos crescerem. Como está a nossa qualidade de vida? Estamos dando mais valor às coisas ou às pessoas?

Deixamos muitas vezes o tempo passar e acreditamos que só seremos felizes nos grandes acontecimentos como passar no vestibular, casar ou quando nossos filhos nascerem. Entretanto, a vida é breve, a vida é passageira e a única coisa que fica são marcas de amor...portanto, reflita em como você está utilizando o seu tempo...você tem feito ações proveitosas para o bem comum ou tem olhado só para o “seu tempo” e o “seu bem-estar”?

Há amigos que passaram muito rápido, há amores não realizados, há tristezas que nos paralisaram por meses, há eventos que vamos lembrar para sempre. Quantas coisas eram tão importantes na sua vida há anos atrás e hoje não fazem a menor diferença. Quantas dúvidas você tinha que hoje são totalmente banais.

Assim o curso da vida segue naturalmente dentro dos preceitos de Deus e nós limitados, humanos e audaciosos vamos tentando desvendar o mistério do tempo. Muitas vezes através de tropeços, mas caminhando em busca do Kairós do tempo vivido, sentido e compartilhado com os irmãos.

Conduzido por Virginia Castro

Grupo de Jovens Ágape

De volta ao primeiro amor

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Amigos são poemas e flores

Amigos são flores...

São flores plantadas ao longo do nosso caminho para que saibamos encontrar primavera o ano todo. Quando o outono chega, cheio de beleza e melancolia, os amigos estão presentes nos trazendo alegria. E, quando o inverno vem frio e escuro, trazendo saudades e noites longas, os amigos nos trazem calor e luz com o brilho da sua presença. Essas flores belas perfumam nossa existência e nos fazem ver que não estamos sozinhos.Se amigos são flores que duram um ano ou um dia não faz diferença, porque o importante são as marcas que deixam nas nossas vidas. São as horas compartilhadas, horas de carinho, horas de amor e cuidado.

Um amigo que se doa sem esperar um retorno, que se entrega pelo prazer de ver a felicidade do outro, é uma flor que merece cuidados especiais; um ser grande e importante que nos emociona só pelo fato de existir. É alguém que consegue chegar até nossa alma... É um presente de Deus. Se todo o mundo nos virar as costas e, no meio desse mundo, uma flor, nem que seja uma única flor de amizade nascer em nosso jardim, então toda a vida já terá valido a pena.

Amigos são poemas...

Os verdadeiros amigos são a poesia da vida. Eles enchem nossos dias de cores, rimas e risos, e nos seguram a mão quando caminhar parece difícil. Eles nos mostram que mesmo em dias nublados o sol está no mesmo lugar, e nos ensinam que a chuva pode ser uma canção de ninar nas noites solitárias e vazias.

Um amigo é alguém que nunca nos deixa só, mesmo quando não pode estar presente, pois sabemos que um pedacinho do seu coração está conosco. Um amigo é alguém que pensa na gente mesmo estando separado por mil mares... É alguém por quem a gente sabe que vale a pena viver... Um amigo nem sempre diz sim, quando dizemos sim, e não, quando dizemos não. Mas ele vai nos fazer entender com mais clareza aquilo que não conseguimos entender sozinhos. Um amigo é um bem precioso que não devemos deixar guardado numa caixinha de jóias, para usá-lo quando precisamos, mas tê-lo sempre presente junto a nós, mostrando ao mundo que riqueza mesmo é ter um verdadeiro amigo.

Amigos são flores... Amigos são poemas... Como flores, devem ser cultivadas com carinho e dedicação, para que as tempestades da vida não esfacelem suas pétalas e para que possamos ter seu perfume em todas as estações. Como poemas, devem ser sentidos nas fibras mais sutis da alma, com respeito e gratidão, para que sejam a melodia risonha a embalar nossas horas em todos os períodos do ano.

Neste clima de amizade comemoramos os 3 anos do Grupo Ágape...agora teremos um período de férias em janeiro, mas em fevereiro de 2011 retornaremos com força total para mais um ano de caminhada em Cristo Jesus...

"Preciso da sua amizade, da sinceridade e do seu carinho...você pode não parecer com o meu jeito de ser...mas você é muito especial!"

Virginia Castro

Grupo de Jovens Ágape

De volta ao primeiro amor