Grupo de Jovens Ágape

devoltaaoprimeiroamor@gmail.com, Uberlândia MG, Brazil
Para o Grupo de Jovens Ágape aprender a viver uma vida em comunidade à luz dos valores cristãos, constituindo a unidade e comunhão entre o grupo é o nosso maior propósito...afinal somos mais que participantes do mesmo grupo ou simplesmente amigos... o nosso valor principal é fazer parte de uma família...a família Ágape.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O homem pleno - o humanismo cristão

Existe, mesmo entre nós, cristãos, a idéia generalizada (e que pode ter sido aduzida deliberadamente ou por ignorância) de que a Igreja, em particular, e o Cristianismo apresentam uma história religiosa e doutrinária em que se realizou, por séculos, a idéia de contraposição entre o mundo espiritual e o mundo físico, entre fé e razão, entre a história e a eternidade, enfim, entre o divino e o humano. Grassa a impressão de que por muito tempo a subordinação do homem a Deus, e também da natureza e da vida à eternidade, significou a aniquilação do homem e da vida. No entanto, essa é uma idéia que de maneira alguma condiz com os princípios mais básicos e profundos do Cristianismo e do Catolicismo.

A religião cristã sempre, desde sua fundação por Nosso Senhor, teve como um de seus alicerces o princípio profundamente vivo e atuante, mesmo que de maneira esconsa e silenciosa na maior parte do tempo de toda a sua história, o princípio da dignidade excelsa, intocável, insubstituível e não venal do homem. O ser humano, em sua vida autônoma (embora não absoluta), nunca foi, na construção religiosa que se operou desde Cristo até os dias de hoje, encarado ou apreendido como um mero símbolo na cadeia dos princípios e das verdades religiosas e universais, ou apenas como instrumento de positivação da vontade divina (embora algumas vertentes do Cristianismo assim o sintam), ou apenas como ser criado no intuito extrínseco de viver apenas e exclusivamente para uma finalidade exterior. Embora esteja fundado justamente num aparente paradoxo que consiste em dizer que o valor maior do ser humano está além dele mesmo, o Cristianismo sente, justamente nesse chamado futuro e progressivo de um aperfeiçoamento constante das vocações intrínsecas do homem e da natureza, o valor pleno e supino do ser humano. O homem, pensa e sente o Cristianismo, o homem tem seu valor supremo no ideal de superar-se e desenvolver-se constantemente e de maneira plena, ou seja, em todas as suas facetas e naturezas.

O Cristianismo não é e nunca foi uma religião de verdades cristalizadas e acabadas. A Igreja aceita o princípio do desenvolvimento da verdade, que é o que sempre aconteceu na sua história. O Humanismo Cristão, iniciado pelo próprio Senhor, aos poucos foi acordando os cristãos e os homens para a verdade da dignidade grandiosa e bela do ser humano, que foi assumido irrevogavelmente pelo próprio Deus não apenas como criatura, mas como filho. Somos filhos de Deus no Amor que Ele nos oferece, no Espírito Santo de comunhão, que sempre e em todos os estágios de nossa vida e nossa história nos chama a sair de nós mesmos para amarmos cada vez mais perfeitamente o outro. Esse Amor não é apenas um sentimento pessoal ou mesmo um desejo de pautar nossa vida individual no bem, mas também um princípio comunitário e social de construção da vida conforme os valores humanos e evangélicos. Cristo nos mostrou, e seus santos nos ajudam cada vez mais a vermos essa verdade por Ele revelada, que o homem não foi criado senão para os mais excelsos e sublimes destinos, sendo o maior de todos eles a participação da vida beatífica de Deus. Mas essa vida não destrói nem nega a vida terrestre e temporal, mas, ao contrário, busca plenificá-la e levá-la à perfeição justamente pela graça que nos procura, nos busca e nos eleva à altura, à profundidade, à largura de Deus. O ser humano não nasceu para si mesmo, mas n’Ele encontra a força e a capacidade de construir-se plenamente ser humano.

Ney César

Grupo de Jovens Ágape

De volta ao primeiro amor


sábado, 18 de setembro de 2010

Pequenino grande homem - São Francisco de Assis

A vida de Francisco, desde o início e cada vez mais depois, com o decorrer do estudo histórico, religioso e teológico, adquiriu significados que ultrapassaram e muito o sentido literal das peripécias do poverello. Desde o começo já se pode perceber uma tensão, em sua vida, entre a humildade e a glória, a simplicidade e a complexidade, a literalidade e a profundidade. Quando o jovem Francisco quis ganhar a glória, Deus o quis humilde e pobre. Já quando ele quis reformar apenas a pequena Igreja de São Damião, Deus o quis reformando toda a Igreja Católica. Nesses dois exemplos emblemáticos, vemos que há um movimento duplo, um humano e um divino. O movimento humano, de Francisco, é um movimento pequeno e limitado. Seus sonhos, mesmo quando grandes e generosos, não chegam aos pés dos sonhos que Deus tinha para o pequenino santo, e, extensivamente, que Ele tem para todos os seus filhos. Mas os dois movimentos não são contraditórios. Francisco, na sua insistência em viver a Palavra e a vontade de Deus ao pé da letra, indicava que o papel humano é de ser simples e humilde diante de Deus, completamente aberto à sua ação. Deus é quem age na vida humana, Ele quem faz sua grandiosa e gloriosa obra.

Mas as mudanças que ocorriam já afetava a Igreja. A riqueza econômica aumentava, e a própria Igreja enriquecia muito na época. Havia então dois problemas que ela precisava resolver: por um lado, a antiga religiosidade centrada nos mosteiros rurais e nas orações dos monges já não respondia à exigência dos fiéis que passavam a viver nas cidades; por outro lado, a riqueza que a Igreja granjeava, ao invés de abrir-lhe novas possibilidades de ação humana, de evangelização e missão, estava dando-lhe, sim, um peso extra, pois ela agora se inchava com suas posses, tornava-se responsável pela administração de bens mundanos que atrapalhavam sua missão espiritual.

Francisco veio justamente responder a essas questões. Em primeiro lugar, na sua proposta radical de uma pobreza absoluta ele revigorou a Igreja com a visão de que seu papel no mundo não é gerir os bens do mundo, mas os bens espirituais do Céu. Como escrevi acima, o significado humano de sua vida vai além do que ele mesmo pretendeu. A Igreja percebeu, desde o início, com a reformulação da regra da Ordem dos Frades Menores (esse é o nome oficial da ordem), que a pobreza franciscana não devia ser tão material quanto de ordem espiritual. A riqueza que Deus dá aos homens, as posses e os poderes do mundo, não devem ser desprezados nem relegados, mas administrados na absoluta entrega da Igreja à missão que Deus lhe confia: evangelizar e transformar o mundo de acordo com os valores humanos e evangélicos. A Igreja deve sim ser pobre, mas no sentido de ser despojada de toda ambição para si mesma. Ela não pode desprezar as possibilidades de ação que o próprio Senhor dá a ela. A riqueza deve ser vista não como um fim, mas com um meio, um instrumento de ação no mundo.

Seu Cântico das Criaturas, nesse sentido, é uma novidade na Igreja, abrindo uma nova visão de humanidade e mundo. Somos todos criaturas de Deus, e a criação inteira é de um frescor, uma beleza e uma bondade que ela recebe todos os dias das mãos benignas e providentes de nosso Deus. Não foi à toa que Francisco foi escolhido, no final do século passado, como o homem mais extraordinário do II milênio. Foi ele que iniciou o movimento do Humanismo, que hoje temos que defender dessa onda de relativismo humano que grassa na nossa Pós-Modernidade. Nós não podemos perder a herança maravilhosa da espiritualidade humanística que nasceu com o Pobrezinho de Assis, um santo tão apaixonado, tão cândido, tão sentimental, tão humano que nos deixou mais visível a face humana de Deus.


Ney César

Grupo Ágape

De volta ao primeiro amor

segunda-feira, 30 de agosto de 2010


No dia 26 de setembro de 2010 acontecerá o 1º bazar beneficente do grupo Ágape no Bairro Dom Almir. Este bazar faz parte de um projeto de Ação Social do Grupo, o qual contemplará várias atividades em prol dos nossos irmãos mais necessitados.


E você pode nos ajudar nesta missão... COMO?
Vá até o seu guarda-roupas, dê uma remexida em tudo lá...tenho certeza que vc encontrará roupas, calçados, acessórios e brinquedos que você não utiliza mais, mas que poderá ser utilizado por pessoas que precisam da sua doação.
Amigo talvez uma peça parada no seu guarda-roupas não te afeta em nada, mas pode estar fazendo falta para os mais necessitados.
Então fica o convite vá até o seu "closet" e partilhe algo de lá com alguém que esta precisando.
As doações poderão ser entregues aos membros do grupo Ágape como também na Paróquia Nossa Senhora do Caminho, Comunidade São Paulo, Comunidade São José, Secretaria da Paróquia, Restaurante Banana da Terra e Lojas Czaruste.
Aguardamos a sua colaboração!

Grupo de Jovens Ágape
De volta ao primeiro amor

sábado, 21 de agosto de 2010

Relacionamento - uma visão bem-humorada da vida de um casal


Para que serve uma relação?
Dr. Drauzio Varella


Definição mais simples e exata sobre o sentido de mantermos uma relação?
"Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil".
Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom, e merece ser desenvolvido.
Algumas pessoas mantém relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração.
Uma armadilha.
Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa,
à vontade para concordar com ela e discordar dela,
para ter sexo sem não-me-toques ou
para cair no sono logo após o jantar, pregado.
Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas,
para ter alguém que instale o som novo,
enquanto você prepara uma omelete,
para ter alguém com quem viajar para um país distante,
para ter alguém com quem ficar em silêncio,
sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
Uma relação tem que servir para, às vezes,
estimular você a se produzir,
e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é,
de cara lavada uma pessoa bonita a seu modo.
Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações,
para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas,
e deve servir para fazer os dois se divertirem demais,
mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto,
e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia,
e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.
Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico,
para um perdoar as fraquezas do outro,
para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo,
e para os dois abrirem-se para o mundo,
cientes de que o mundo não se resume aos dois.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Não há fé sem compromisso

Nos últimos tempos é preocupante o número de pessoas que se dizem católicas e que mudam de religião. Ou daquelas que dizem professar a fé católica e não conhecem quase nada de Nossa Igreja. Católicos-protestantes é uma nova modalidade que infelizmente invadiu nossas comunidades. São aquelas pessoas que por desconhecimento de Nossa Igreja ou por orgulho são desobedientes aos seus ensinamentos e falam mal da Santa Igreja, muitas vezes com acusações falsas ou de meias verdades deturpadas. Isso tudo é reflexo de uma fé superficial, sem raízes, que tem se instalado nos corações de muitos católicos.
Antes de tudo é necessário relembrar as palavras de São Tiago que afirma que ”a fé sem obras é morta” (Tg 2, 26). O que seriam essas obras? As obras são nossos atos que mostram que realmente cremos. Quem diz se converter, mas não muda de vida é mentiroso. Fé não é “se sentir tocado” em um momento de oração de ânimos exaltados. Tão pouco é dizer que teve um encontro pessoal com Cristo e não mudar de atitudes. Percebemos que uma pessoa encontrou Cristo de fato quando ela sepulta o homem velho e faz nascer o homem novo (Ver passagem em Rm 6, 1-14). Sepultar o homem velho é deixar morrer em nós o pecado, ou seja, a mentira, a imoralidade, o egoísmo, o orgulho. Deixar nascer o homem novo é se comprometer com a verdade, com a prática da justiça e do bem, é sermos defensores da moral e se comprometer com a cruz de Cristo.
Não há Cristo sem cruz, assim como não há cristão sem cruz. Se não assumirmos a cruz, ou seja, nossos sofrimentos, as dificuldades desse mundo com destemor e alegria, e ver neles algo que nos santifica, não somos dignos de sermos chamados Cristãos. Do mesmo modo, se dissermos Senhor, Senhor e não formos fieis aos mandamentos de Deus (que é resumido no mandamento do amor) e aos ensinamentos da Igreja, não pertencemos à Cristo. Temos que ter a coragem de reconhecer nossas falhas e buscar sempre a santidade. Se quisermos ser cristãos católicos autênticos temos que buscar uma vida de constante oração, frequentar sempre os sacramentos da Eucaristia e Reconciliação, refletir com frequência a Palavra de Deus e, acima de tudo, fazer todo esforço para mudar de vida, deixar os maus hábitos, a prática de ações que geram morte e não vida, para nós e para os outros.

sábado, 7 de agosto de 2010





Carta aos fiéis

Aos caríssimos irmãos e irmãs da Diocese de Uberlândia
Graça e paz!
Há algum tempo estamos falando das celebrações de cinquenta anos da criação da Diocese de Uberlândia, que ocorrerá no dia 22 de julho de ano de 2011 como marco de grande importância para a vida da Igreja Católica na região do Triângulo Mineiro onde estamos em 09 municípios, com cerca de 45 paróquias sob a assistência do Bispo Diocesano e colaboração de mais de 66 padres e 32 diáconos permanetes.
A “Diocese é uma ‘porção do Povo de Deus` confiada ao pastoreio do Bispo com a cooperação do presbitério, de tal modo que, unindo-se ela a seu pastor e, pelo Evangelho e pela Eucaristia unida por Ele no Espírito Santo, constitua uma Igreja particular, na qual está verdadeiramente presente e operante a Igreja de Cristo una, santa, católica e apostólica” (CDC, 369).
A Diocese de Uberlândia, porção do Povo de Deus, foi criada pelo Papa João XXIII, no dia 22 de julho do ano de 1961, e teve como Bispos nessas décadas: Dom Almir Marques Ferreira (1961 – 1977), auxiliado por Dom Onofre Candido Rosa, SDB de 1970 – 1977; Dom Frei Estevão Cardozo de Avellar, OP, de 1978 – 1992; Dom José Alberto Moura, CSS, de 1990 – 2007, hoje Arcebispo de Montes Claros, MG, e, Dom Paulo Francisco Machado, nomeado pelo Papa Bento XVI no início de janeiro de 2008.

Queremos caminhar com toda Igreja Católica no Brasil: queremos ser discípulos missionários, queremos ser uma Igreja Samaritana. Ao desafio apresentado pelo Documento de Aparecida e, como melhor forma de celebrar o nosso Jubileu de Ouro desejamos avaliar e dar importantes passos na nossa pastoral mediante a convocação da nossa oitava Assembléia Diocesana. Todos, sem nenhuma exceção, são convocados a dar suas preciosas contribuições para realização do Jubileu de Ouro e da Assembléia, lembrados sempre de que, com mãos postas e joelhos no chão, seremos mais que vencedores.
Maria Santíssima, Estrela da Evangelização, nos acompanhe com sua maternal proteção. Santa Teresinha, padroeira das missões e de nossa Diocese, interceda pelo êxito espiritual das celebrações jubilares e pela frutífera realização da oitava Assembléia Diocesana de Pastoral.
Fraternalmente,
+ Paulo Francisco Machado
Uberlândia, 02 de maio de 2010.