Grupo de Jovens Ágape

devoltaaoprimeiroamor@gmail.com, Uberlândia MG, Brazil
Para o Grupo de Jovens Ágape aprender a viver uma vida em comunidade à luz dos valores cristãos, constituindo a unidade e comunhão entre o grupo é o nosso maior propósito...afinal somos mais que participantes do mesmo grupo ou simplesmente amigos... o nosso valor principal é fazer parte de uma família...a família Ágape.

sábado, 24 de julho de 2010

Por que os protestantes não lêem as obras de Lutero?


Retirado do Site Veritatis Splendor (www.veritatis.com.br)

Lutero, um homem idôneo ou um devasso? Saiba a verdade (estranhamente ou intencionalmente?) omitida sobre esse "monge" agostiniano!

Nos debates entre católicos e protestantes, nós, católicos, notamos que nossos opositores são bastante exigentes em relação ao detalhamento das doutrinas da Igreja. Geralmente submetem-nos a diversas perguntas, sejam elas bem ou mal formuladas. O apologista católico, então, deve estar preparado, estudar a doutrina de sua Igreja, ler as obras dos padres apologistas, e responder a esses fundamentalistas satisfatoriamente (infelizmente, eles não se satisfazem com respostas). Mas, será que os protestantes buscam nos seus "pais" a resposta para nossas questões?

Vocês, leitores, já perceberam que os protestantes geralmente buscam suas fontes a partir de grandes teólogos do passado e do presente, mesmo de Calvino, no caso dos calvinistas, e vários outros teólogos modernos? Entretanto, geralmente falta um personagem, o personagem principal, no âmbito reformado: Martinho Lutero.

Já é ampla a nossa cobertura da revolta protestante do século XVI, mas muito ainda falta ser dito. Os protestantes costumam colocar Lutero como um príncipe, um homem iluminado, que trouxe à luz a Igreja que jazia nas trevas da "corrupção". Em todos os meios protestantes, Lutero foi um homem que, ao ler "um livro proibido", a Bíblia, descobriu em suas letras simples a doutrina até então "obscura" de Cristo: a salvação somente pela fé. Desde então Lutero é uma figura ímpar na história do protestantismo. Inclusive alguns teólogos católicos reconhecem em Lutero valores dignos dos grandes doutores da Igreja.

Porém, seus escritos praticamente desapareceram da estante dos protestantes modernos (ou pelo menos, de suas obras). O que vemos hoje é que os protestantes fundamentalistas se baseiam mais em sua própria opinião "errada" das Escrituras do que num fundamento ao menos mais criterioso. Entretanto, será que é válida a fundamentação da teologia protestante na herança dos estudos de Lutero?

Quantos protestantes, mesmo pastores, já leram obras de Lutero. Dificilmente um católico que não seja estudioso do assunto leria. Mas espera-se que os protestantes tenham uma certa noção dos escritos dos seus pais. Nós católicos buscamos ler e entender o que pensavam e ensinavam os pais da Igreja: Inácio, Clemente, Leão, Tertuliano, Gregório, Agostinho, Vicente, Aquino. Entre milhares de outros. É uma vasta literatura, mas todo católico que esteja interessado nas suas doutrinas busca conhecer a sua patrologia.

Lutero deixou uma obra extensa, da qual em português creio não existir nem metade. Suponho, também, que nem metade dos protestantes já leu as obras dele. O que será que encontrariam? Talvez não gostem muito do que encontrarão, caso se aventurem. Na realidade, apesar de ser um estudioso da Bíblia, ter causado uma revolução no seio da Igreja, muitas vezes Lutero foi um blasfemo. Ao menos, pelos seus escritos, é o que nos parece.

Muitos protestantes questionam os católicos acerca do que falaram os seus teólogos do passado. Muitos dizem que Papas pecaram, disseram isso ou aquilo. Tudo isso, para eles, é prova de que a Igreja Católica não é a Igreja fundada por Jesus, nosso Senhor. Que o Espírito Santo não pode conduzir uma Igreja que ensina a "venda do perdão", por exemplo. Outros alegam que a Igreja não podia ter transferido a um homem o poder que somente Deus contém. Entre várias outras alegações, os erros do passado são, para os protestantes, prova mais que suficiente de que a Igreja é demoníaca.

No nosso país, é comum o uso de "ditados populares". Um deles, que podemos até aplicar aqui, é "Cuidado! O peixe morre pela boca".

Muito do que Lutero escreveu, em confronto com o Papa e a autoridade da Igreja, é defendida até o fim pelos seus idealistas. Mas será que defenderiam com a mesma vontade o Lutero que vamos apresentar aqui? Talvez fiquem surpresos, digam que ele não quis dizer o que está aparentado, que existem outros escritos dele que dizem o contrário. Ora, pelo que vamos ler, parece que não há como entender outro contexto, o que faz com que entendamos exatamente o que Lutero quis dizer quando da redação das obras. E se existem outros escritos dele que dizem o contrário, isto não é um fator de alívio, mas de complicação.

Mas, de qualquer forma, o leitor julgue as palavras de Lutero...ditas pelo próprio reformador.

Seja um pecador

Se és um pregador da graça, então pregue uma graça verdadeira, e não uma falsa; se a graça existe, então deves cometer um pecado real, não fictício. Deus não salva falsos pecadores. Seja um pecador e peque fortemente, mas creia e se alegre em Cristo mais fortemente ainda...Se estamos aqui (neste mundo) devemos pecar...Pecado algum nos separará do Cordeiro, mesmo praticando fornicação e assassinatos milhares de vezes ao dia. (American Edition, Luther's Works, vol. 48, pp. 281-82, editado por H. Lehmann, Fortress, 1963. 'The Wittenberg Project;' 'The Wartburg Segment', translated by Erika Flores, de Dr. Martin Luther's Saemmtliche Schriften, Carta a Melanchthon, 1 de agosto de 1521. )

Lutero está claramente dizendo que os nossos pecados, mesmo o pecado mais intenso imaginável, não importa. Diz que podemos cometer os pecados de forma convicta, que mesmo assim não nos separaremos de Deus. Imagine um católico dizendo tal coisa a um protestante, em um debate sobre o pecado, qual seria a resposta do protestante? (não responda, caro leitor, apenas abra sua Bíblia e leia o que ela diz sobre o pecado ? Mt 25,32; Mt 13,30; Mt 3,10; Hb 10,26-29).

Fazer o bem é mais perigoso que o mal

Estas almas piedosas que fazem o bem para chegar ao céu não somente não o alcançarão, como serão arranjados entre os ímpios; e importa mais em impedi-los de fazerem boas obras que pecados. (Wittenberg, VI, 160, citado por O'Hare, in "The Facts About Luther", TAN Books, 1987, p. 122).

Sim, é isso que você leu. Deve-se evitar praticar boas obras, não pecados. Acaso foi isso que Jesus ensinou? Pense em Cristo exortando a pecadora, em vias de ser apedrejada, e, ao segurá-la pela mão, dizer: "vá, e não pratique mais boas obras". Na verdade, o que Lutero quer dizer é "não se preocupe com os pecados, Jesus os encobrirá. Preocupe-se com suas boas obras, isto lhe condenará". As Escrituras dizem que seremos julgados pela forma como vivemos a nossa fé. Paulo diz claramente, em Rm 2,5-11, que o justo julgamento de Deus será de acordo com nossas ações. De acordo com 2Cor 5,10, receberemos a recompensa de Deus de acordo com nossos atos, bons ou ruins. Segundo Lutero, seremos recompensados por não fazer boas obras, enquanto que nossos pecados não influirão no julgamento de Deus.

Você pode perguntar: mas não são os protestantes que acreditam "somente na Bíblia"? Bem, responderíamos, somente quando lhes convém...

Não há livre arbítrio

...Em relação a Deus, e a tudo que importa na salvação e condenação, o homem não possui livre-arbítrio, é um cativo, um prisioneiro, um escravo, seja da vontade de Deus, seja da vontade de Satanás. (Bondage of the Will, Martin Luther: SelectionsFrom His Writings, ed. by Dillenberger,Anchor Books, 1962 p. 190).

Tudo que fazemos é por necessidade, não por livre-arbítrio, pois o livre-arbítrio não existe... (Ibid, p. 188)

O homem é como um cavalo. Deus o está montando? Um cavalo é obediente e aceita as vontades de seu dono, e vai onde quer que ele queira. Acaso Deus soltou as rédeas? Então Satanás sobe em seu dorso, e o submete aos seus caprichos...Portanto, a necessidade, e não o livre-arbítrio, é o princípio controlador de nossa conduta. Deus é o autor do que é mal como do que é bom, e, da forma como concede a felicidade àqueles que não a merecem, assim também condena a outros que não desejaram seu destino. ('De Servo Arbitrio', 7, 113 seq., citado por O'Hare, in 'The Facts About Luther, TAN Books, 1987, pp. 266-267.)

A Bíblia discorda de Lutero. Lemos em Eclesiástico 15,11-20: "Não digas: É por causa de Deus que ela me falta. Pois cabe a ti não fazer o que ele abomina. Não digas: Foi ele que me transviou, pois que Deus não necessita dos pecadores. O Senhor detesta todo o erro e toda a abominação; aqueles que o temem não amam essas coisas. No princípio Deus criou o homem, e o entregou ao seu próprio juízo; deu-lhe ainda os mandamentos e os preceitos. Se quiseres guardar os mandamentos, e praticar sempre fielmente o que é agradável (a Deus), eles te guardarão. Ele pôs diante de ti a água e o fogo: estende a mão para aquilo que desejares. A vida e a morte, o bem e o mal estão diante do homem; o que ele escolher, isso lhe será dado, porque é grande a sabedoria de Deus. Forte e poderoso, ele vê sem cessar todos os homens. Os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, e ele conhece todo o comportamento dos homens".

Os protestantes, claro, replicarão dizendo que Eclesiástico não é um livro canônico. Apesar de estarem errados, e Eclesiástico ser sim um livro canônico (leia os porquês em vários artigos de nossos site), podemos citar livros que eles apreciam como Escritura Sagrada: Dt 30,19-20: "Tomo hoje por testemunhas o céu e a terra contra vós: ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas com a tua posteridade, amando o Senhor, teu Deus, obedecendo à sua voz e permanecendo unido a ele. Porque é esta a tua vida e a longevidade dos teus dias na terra que o Senhor jurou dar a Abraão, Isaac e Jacó, teus pais". Vemos que o homem, além de ser livre para escolher, ele é obrigado a fazer tal escolha. Em Gn 4,7 lemos: ?Se praticares o bem,, sem dúvida alguma poderás reabilitar-te. Mas se precederes mal, o pecado estará à tua porta, espreitando-te; mas, tu deverás dominá-lo?.

Em Jo 15,15: "Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai". Não nos parece que João concorda com Lutero a respeito da natureza eqüina dos homens, nem de seu jóquei...

Lutero disse que Deus é o responsável pelo bem e pelo mal. Porém Paulo também discorda dele, pois escreveu: "Pois, se nós, que aspiramos à justificação em Cristo, retornamos, todavia, ao pecado, seria porventura Cristo ministro do pecado? Por certo que não!". Por certo que Lutero está errado.

Os cristãos não estão sujeitos a autoridade alguma

Todo cristão é pela fé tão exaltado sobre todas as coisas que, por meio de um poder espiritual, é senhor de todas as coisas, sem exceções, que nada lhe causará mal. De fato, todas as coisas foram feitas sujeitas a ele e são orientadas a servi-lo na sua salvação. ('Freedom of a Christian,' Martin Luther. Selections From His Writings, ed. por Dillenberger, Anchor Books, 1962 p. 63.)

Injustiça é feita quando as palavras ?sacerdote, clérico, espiritual, eclesiástico? são transferidas de todos os cristãos para aqueles poucos que são chamados por costume mesquinho de "esclesiásticos" (Ibid., p. 65)

Segundo Lutero, não há necessidade de sacerdotes, e da hierarquia. Todo cristão tem uma relação livre com Deus. Isto parece algo muito bom, e realmente nós podemos ter uma relação direta com Deus. Entretanto não podemos excluir o papel da hierarquia e dos sacerdotes. Lemos no livro de Números, capítulo 12, que a irmã de Moisés, Mirian (Maria), disse: "Porventura é só por Moisés, diziam eles, que o Senhor fala? Não fala ele também por nós". A Bíblia mostra que "o Senhor ouviu isso" e disse "Por que vos atrevestes, pois, a falar contra o meu servo Moisés?" e logo depois "Maria foi ferida por lepra". A Bíblia nos ensina a não proceder contra os escolhidos por Deus: "Deus me guarde de jamais cometer este crime, estendendo a mão contra o ungido do Senhor, meu senhor, pois ele é consagrado ao Senhor!" (1Sam 24,7). Pela intercessão de Moisés, Mirian foi curada da lepra. Logo depois vemos Coré (Num 16) se rebelar contra Moisés e Aarão: "Basta! Toda a assembléia é santa, todos o são, e o Senhor está no meio deles. Por que vos colocais acima da assembléia do Senhor?". A Bíblia mostra que, por causa desta revolta, "Saiu um fogo de junto do Senhor e devorou os duzentos e cinqüenta homens que ofereciam o incenso". Isto pode ser a semelhança do que espera aqueles que se rebelam contra os desígnios de Deus: "Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: - Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos" (Mt 25,41).

Os camponeses mereceram seu destino

Assim como as mulas não se movem até que seu dono lhe puxe as cordas, assim o poder civil deve conduzir as pessoas comuns, açoitá-los, enforcá-los, queimá-los, torturá-los e decapitá-los, para que aprendam a temer o poder estabelecido (El. ed. 15, 276, citado by O'Hare, em 'The Facts About Luther, TAN Books,1987, p. 235).

O camponês é um porco, e quando um porco é abatido, ele está morto, e da mesma forma os camponeses não pensam sobre a vida futura, pois do contrário se comportariam de outra maneira. ('Schlaginhaufen,' 'Aufzeichnungen' p. 118, citado ibid., p. 241).

Trata-se do episódio da guerra dos camponeses de 1525. O próprio Lutero recomendava aos príncipes: "impeça-os da forma que puderem, como se matam cachorros loucos" (Ibid., p. 235). Erasmo de Roterdã, contemporâneo de Lutero, relatou que mais de cem mil camponeses perderam suas vidas (Ibid., p. 237).

Provavelmente você, leitor católico, já foi defrontado por protestantes com o argumento de que a Igreja "matou milhões de pessoas na inquisição", entre outras acusações (mal informadas, no caso das inquisições). Porém, como estamos mostrando neste artigo, poucos são os que conhecem que Lutero, Calvino e Elisabeth promoveram massacres contra católicos ou não-católicos. Muitos, na verdade, não sabem nem mesmo que Calvino mandou queimar Miguel de Serveto, ou porque Thomas Moore foi decapitado, na Inglaterra...

Poligamia

Confesso não poder evitar que uma pessoa despose muitas mulheres, pois tal não contradiz as Escrituras. Caso um homem escolha mais de uma mulher, deve procurar saber se está satisfeito com sua consciência de que o fará em acordo com o que diz a Palavra de Deus. Neste caso, a autoridade civil nada tem a fazer. (De Wette II, 459, ibid., pp. 329-330)

Somente pela Escritura Lutero não pôde descartar a poligamia. Talvez ser bígamo, ter várias mulheres ao mesmo tempo, sem ser fiel a nenhuma delas, não influencie na conduta cristã de buscar na Bíblia somente o que diz respeito à salvação...

A Bíblia poderia melhorar

A história de Jonas é tão monstruosa que é absolutamente inacreditável ('The Facts About Luther, O'Hare, TAN Books, 1987, p. 202)

Eu jogaria o livro de Esther no Elbe. Sou de tal forma inimigo deste livro que preferiria que não existisse, pois é judaizante demais e com grande parte de idiotices pagãs. (Ibid.)

A carta de Tiago é uma carta de palha, pois não contém nada de evangélico ('Preface to the New Testament,'ed. Dillenberger, p. 19.)

Se algo sem sentido foi falado, este é o lugar. Eu confirmo o que muitos já haviam dito que, com muita probabilidade, esta epístola não fora escrita pelo apóstolo, e não merece o nome do apóstolo. ('Pagan Servitude of the Church' ed. Dillenberger, p. 352.).

Para mim tal livro* não possui qualquer característica cristã. Que cada um julge este livro; eu mesmo tenho aversão, e isto é o suficiente para rejeitá-lo (Sammtliche Werke, 63, pp. 169-170, 'The Facts About Luther,' O'Hare,TAN Books, 1987, p. 203). *NT: Trata-se do livro de Apocalipse.

É dito que Lutero entendeu a Bíblia "como se Deus falasse ao coração". Mas é difícil de imaginar que o próprio Deus, que lhe "falou ao coração", revelasse que Tiago escreveu uma epístola sem valor. Tal confusão é bem parecida com a "inspiração pelo Espírito Santo" que os evangélicos têm hoje em dia para confirmar a veracidade de suas interpretações bíblicas. É interessante também notar que, para os protestantes, a Bíblia é a autoridade final, correto? Porém vemos que Lutero se coloca acima da autoridade da Bíblia, escolhendo quais livros devem pertencer ou não a ela, e ainda com a "autoridade" de definir determinado livro. Na realidade, Lutero se colocou acima da Bíblia que afirma estar sujeito. Sem perceber, os protestantes de ontem e de hoje fazem o mesmo.

Os protestantes, debatendo sobre os deuterocanônicos, citam passagens que dizem que os que acrescentam qualquer coisa à Palavra de Deus serão condenados. Demonstramos com vários artigos que, na realidade, quem acrescentou ou retirou algo da Bíblia foram os reformadores. E o próprio Lutero admite tal feito, com a adição da palavra "somente" em Rm 3,28 de sua tradução para o alemão:

Se um papista lhe questionar sobre a palavra "somente", diga-lhe isto: papistas e excrementos são a mesma coisa. Quem não aceitar a minha tradução, que se vá. O demônio agradecerá por esta censura sem minha permissão. (Amic. Discussion, 1, 127,'The Facts About Luther,' O'Hare, TAN Books, 1987, p. 201)

Judeus para o inferno

Os judeus são pequenos demônios destinados ao inferno ('Luther's Works,' Pelikan, Vol. XX, pp. 2230).

Queime suas sinagogas. Negue a eles o que disse anteriormente. Force-os a trabalhar e trate-os com toda sorte de severidade...são inúteis, devemos tratá-los como cachorros loucos, para não sermos parceiros em suas blasfêmias e vícios, e para que não recebamos a ira de Deus sobre nós. Eu estou fazendo a minha parte. ('About the Jews and Their Lies,' citado em O'Hare, in 'The Facts About Luther, TAN Books, 1987, p. 290)

Mesmo se os judeus fossem inimigos, Lutero deveria amá-los, e não tratá-los como cachorros loucos, muito menos recomendar tal tratamento. Os cristãos devem reconhecer nos judeus o povo chamado por Deus e portador de sua revelação, e que possuem um papel na história da salvação. De fato, o chamado descobridor da doutrina de Deus encoberta pelos católicos, não parece ser familiar com a doutrina cristã que alegam ter resgatado.

Cristo pecador

Cristo Adúltero. Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte [do poço de Jacó] de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: "Que fez, então, com ela?" Depois, com Madalena, depois, com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer. (Lutero, Tischredden, Table Talk, Weimar, Vol. II, p. 107, apud Franz Funck Brentano, Martinho Lutero, Ed Vecchi Rio de Janeiro 1956, p. 15).

Creio que não se pode comentar tais palavras, assegurando que vieram do nome daquele que cultuam hoje como "a estrela que brilhou no meio à escuridão da idade média". Não há dúvida: Lutero está errado. Cristo se assemelhou em tudo a nós, menos ao pecado. Isto é evidente pela Sagrada Escritura e pela autoridade da Igreja, pois Cristo é Deus. Imagine, leitor, o que aconteceria se você apresentasse este fragmento a um protestante, esperasse este identificar quem o disse, e depois revelar que foi dita por nada menos que Martinho Lutero?

Infelizmente, os protestantes se recusarão a buscar as obras de Lutero e de outros reformadores. Sua metodologia "minha consciência é meu guia" lhe impede de aderir a qualquer semelhança com a doutrina de algum ser humano, ainda mais se este ser humano ensinou o que mostramos acima. Na realidade, os protestantes, que acham que retiram suas doutrinas da Bíblia, na realidade copiam as conclusões de outras pessoas, como Lutero (o que é um mal negócio), Calvino (também), ou o que pode ser ainda pior, de suas próprias conclusões.

Talvez a única conclusão que podemos retirar destas, e de várias outras frases, é a que o apóstolo Paulo nos incentiva: "Examinai-vos a vós mesmos, se estais na fé. Provai-vos a vós mesmos...A menos que a prova vos seja, talvez, desfavorável" (2Cor 13,10).

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A ditadura do relativismo contra a lógica do silogismo.















A moda agora mesmo é dizer que tudo é relativo. Mesmo as ciências exatas, coroadas com a glória da lógica caíram nesse pensamento graças a alguns cientistas romantizados com a idéia iluminista do “eu tenho direito de pensar que...”
A grande maioria das pessoas, entretanto, ainda tem o bom senso do absoluto, do bem comum e do que é ou não correto de forma pura e total. Escrevo esse artigo para fazer frente à certos “pensadores” modernos que insistem em dizer que o bem e o mal são relativos. Sim, são relativos desde que um fato (premissa verdadeira) é transformado em um mito (premissa falsa) gerando toda uma conclusão falsa, que é o relativismo.
Por exemplo. Anos atrás, uma certa emissora de televisão (famosa pela produção em massa de pânicos morais e de premissas falsas) publicou em inúmeros jornais e noticiários que o atual Papa Bento XVI (famoso no seio da Igreja Católica pela luta constante contra os modernismos que abalam a estrutura da Igreja e da sociedade) queria obrigar a todos sacerdotes a celebrar a missa em rito Tridentino, isto é, o rito proposto pelo Papa São Pio V no qual se reza a missa em latim e de costas para o público. A emissora fez a típica obra do demônio, pegar uma premissa verdadeira, colocar uma “mentirinha” no meio e então transformar o fato em um mito.
O fato foi que o Papa Bento XVI apenas aboliu a regra que havia entrado em uso após o Concílio Vaticano II que dizia que qualquer sacerdote que quisesse celebrar a missa em rito Tridentino deveria ter uma autorização expressa de hierarquias superiores (daí esse rito ter sido chamado desde então de forma extraordinária do rito romano). Agora, com o decreto do Papa, qualquer padre pode celebrar a missa em rito Tridentino sem tanto rigor, o que é bem diferente de obrigar a voltar a celebrar a missa em latim, ou seja, a premissa verdadeira transformada em mito leva a uma conclusão falsa.
Essa idéia de manipular a informação é fruto da ditadura do relativismo, a pior das ditaduras já impostas até hoje por ser uma ditadura moral, com conseqüências quase invisíveis, mas desastrosas. Para atingir seus objetivos, os relativistas usam a lógica do silogismo partindo de uma premissa completamente falsa, isto é, modificada pela omissão ou pela mentira.
A lógica do silogismo parte de duas premissas verdadeiras e a partir dessas duas premissas chega a uma conclusão verdadeira. Por exemplo:

• Primeira premissa: Pedro é homem;
• Segunda premissa: Todo homem é inteligente;
• Conclusão correta: Se Pedro é homem e todo homem é inteligente, Pedro é, por conseqüência, inteligente!

Entretanto, qualquer forma de raciocínio lógico, quando usado por um ignorante ou por alguém que age de má fé, se torna perigoso, um homicídio da moral e dos bons costumes em massa. Uma dessas é usada por nossos irmãos protestantes, que omitindo um trecho explicativo de I Tm 2, condenam a doutrina da intercessão dos santos pregada pela Igreja Católica. Eles isolam I Tm 2, 5 e com isso chegam a uma conclusão errada pela própria lógica do silogismo:

Porque há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, homem (cf. I Tm 2, 5). Partindo desse versículo isolado temos:

• Primeira premissa: Nosso Senhor, Jesus Cristo, Deus e homem é o único mediador entre Deus e os homens;
• Não há outros mediadores;
• Portanto, nem Nossa Senhora, nem os Santos são mediadores.

Como, entretanto, o próprio São Paulo fala, a letra mata (cf. II Cor 3, 6). Ora, é perigoso ler a Bíblia isolando versículos, deslocando trechos de seu contexto e sem alguém que explique a letra para aquele que lê como fez São Filipe ao eunuco da Rainha Candace, da Etiópia (Cf. At 8, 27-40). A explicação de São Filipe rendeu a conversão de um pagão que não entendia as Sagradas Escrituras. Assim, se nossos irmãos tivessem o cuidado de entender o que é a doutrina dos santos, o que é o batismo e o que é a mediação de I Tm 2, 5, a lógica do silogismo derrubaria esse preconceito em seus corações.
Acredito que estamos todos de acordo que a oração de um fiel pelo outro colabora para a conversão e para a o bem do fiel que recebe a oração. Um santo é uma pessoa que morre na alegria de Cristo, e como está morto nessa vida, sua vida está de fato, escondida em Cristo. Assim, após a morte, a alma de um santo está em plena comunhão com Cristo. Livre de qualquer impedimento dos pecados, um santo pode orar a Cristo com um valor infinitamente superior pelos seus irmãos, portanto, a principal diferença entre um santo “morto” e um ser humano vivo é o grau de união com Cristo.
Outro ponto interessante é que estamos mortos para o mundo, pois morremos com Cristo na cruz pelo batismo para esse mundo de forma que esse mundo é apenas uma sombra que passa, afinal, nossa vida já está escondida em Cristo. Se é assim, todos os batizados são parte do corpo místico do qual Cristo é a cabeça, sendo todos nós, parte (que honra), do próprio Cristo. Participamos da divindade de Cristo pelo batismo (Cf. Toda a carta de São Paulo aos Romanos)!
Assim, o silogismo age diferente:

• Primeira premissa: Somos participantes da divindade de Cristo;
• Segunda premissa: A divindade de Cristo é a única mediação que nos salva;
• Conclusão: Somos todos mediadores laterais da salvação, pois somos parte da divindade de Cristo.

É esse o verdadeiro sentido de I Tm 2, 5 explicado pelo próprio apóstolo São Paulo no contexto que vai de I Tm 2, 1 até I Tm 2, 6 (Cf. I Tm 2, 1-6). Como se vê, somos, segundo a carta de São Paulo aos Romanos, todos participantes do Corpo Místico de Cristo através do batismo. Assim, somos todos co-mediadores da salvação.
O segundo fato que torna a primeira premissa protestante falsa é a definição de mediador de I Tm 2,5. Nosso Senhor é o único mediador de salvação. Se omitirmos que somos parte da mediação através do batismo, a primeira premissa é falsa, pois parte de uma omissão. Ainda há que se considerar também, que os santos são mediadores, além de salvação, de oração pelos que vivem. Por isso, vemos que os santos quando são chamados de mediadores, são mediadores que, na maioria das citações, estão orando pelos irmãos na terra. Assim, mais uma vez o silogismo diz:

• Primeira premissa: Nosso Senhor é o único mediador de redenção, por isso ninguém vai ao Pai (aos céus) senão pelo sacrifício de Cristo;
• Segunda premissa: Qualquer um pode orar pelo seu irmão, pois isso não quebra a mediação única de Cristo;
• Conclusão: Um irmão falecido em estado de graça pode orar por todos os irmãos que estão na terra e por isso pode também ser co-mediador da redenção, afinal, ele é parte do Corpo Místico de Cristo.

Negar esse raciocínio é negar que orar pelo próximo faz sentido. Não crer que podemos orar pelo próximo é contrariar as Sagradas Escrituras. Como amenizar isso? É irremediável!
Portanto, não há verdade relativa. A verdade é absoluta e uma interpretação sincera, sem omissões e sem “mentirinhas” vai ser uma interpretação correta, sendo todas as outras falsas.
O que os relativistas querem é pegar um fato, transformá-lo em um mito, colocar sua opinião sobre um mito (que obviamente jamais existiu) e então divulgar uma idéia falsa para defender seus próprios interesses.
Porque hoje a mídia faz tanta distorção dos fatos? É óbvio, se ela distorcer, poderá manipular a informação e formar uma sociedade falsamente culta (inocente dessa falta de cultura, é claro) e assim poderá destruir o que ataca seus interesses.
Basta pensar por uma lógica simples. Um homem que tem duas famílias tem mais despesas que um homem que tem apenas uma. Assim, se ele tem mais despesas, o mercado cresce. Daí o interesse da mídia em propagar a dissolubilidade do matrimônio, pois se as empresas crescerem, mais propagandas vão fazer e com isso, mais a emissora irá lucrar.
Simples, não? Por isso, tomem cuidado com o que vêem nas emissoras de televisão. Temos hoje seitas que visam tomar os fiéis da Igreja Católica, pessoas que querem destruir os valores cristãos por causa do dinheiro e mais uma infinidade de premissas falsas fantasiadas de verdadeiras visando apenas o próprio bem.
Isso é relativismo. O bem e o mau é o que eu quero em um dado momento que estes sejam bons ou ruins. Se eu não quero, então isso é ruim. A grande questão é, seu direito termina quando começa o direito do outro. Ninguém tem o direito de prejudicar o próximo, de disparar mentiras, calúnias, propagandas enganosas ou coisas do gênero, mas sim tem o dever de analisar o fato de forma nua e crua passando, portanto, uma informação de qualidade.
A liberdade de expressão e de ação pode e deve ser usada, desde que e somente que se saiba fazer bom uso disso. Quem usa sua liberdade para coisas ilícitas é libertino e o lugar dessas pessoas é na marginalização até que aprendam a fazer o que é correto. Fazer o que correto é ser uma pessoa de índole impecável, como todos deveriam ser.

In corde Iesu et Mariae semper!

Eduardo Moreira.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Dia do Amigo - Amigo é só me chamar...

Amigos
Pessoas especiais que Deus coloca em nossas vidas...amigos de perto, de longe...da infância...de tempos passados...que está conosco para todos os momentos...ou aqueles só das baladas...mas amigo que é amigo ora junto...ora pelo amigo...canta, louva, agradece a Deus por cada amizade...está lá no dia da formatura, do casamento, do nascimento do filho, das perdas de pessoas queridas...quebra galho...empresta carro...ouve suas decepções...orienta, aconselha, chora junto...
Aos meus amigos Agapeanos...obrigada por existirem e por serem pessoas especiais em minha vida, na minha caminhada de fé...
Amigo é só me chamar (Celina Borges)

Amigo é só me chamar
Feche os Olhos vou te encontar
Onde estiver te ouvirei
Eu oro pra que você
Tenha unção
Tenha Força
Amigo eu te dou minha capa

Amigo é
A familia que se escolhe
O meu amigo é
A alma que a minha acolhe
Eu escolhi estar com você
Nossa amizade
Não há de se perder
Eu escolhi crescer com você
A nossa historia o céu vai escrever

Amigo é só me chamar
Feche os Olhos vou te encontar
Onde estiver te ouvirei
Eu oro pra que você
Tenha unção
Tenha Força
Amigo eu te dou minha capa

O Nosso Deus é cumplice de nós
Se a Dor chegar quero ser a sua voz
E quando a cruz pezar pra valer
Pode chamar eu vou chorar com você

Amigo é só me chamar
Feche os Olhos vou te encontar
Onde estiver te ouvirei
Eu oro pra que você
Tenha unção
Tenha Força
Amigo eu te dou minha capa

Vídeo no link: http://letras.terra.com.br/celina-borges/1341473/

Virginia Castro

Grupo de Jovens Ágape

De volta ao primeiro amor


A felicidade está...


Onde está sua felicidade?

Quando temos a coragem de nos colocar diante de Jesus e dizer-Lhe: Senhor, em Tuas mãos eu me abandono; faça o que quiseres de mim, então, verdadeiramente, nós podemos assumir que somos corajosos, porque este é o nosso maior desafio: deixarmo-nos conduzir pelo Senhor, porque, naturalmente, somos independentes e gostamos de sê-lo. Contudo, não sabemos conduzir bem a nossa vida sem o auxílio da graça divina.

Fomos criados por Deus e para Deus e só encontramos a nossa verdadeira felicidade e a razão de nosso existir quando estamos próximos d’Ele.

“Quanto a mim, minha felicidade é estar perto de Deus” (Sl 73,28a).

Caminhar sempre perto do Altíssimo requer coragem e decisão, porque o mundo em que vivemos sempre nos incita a nos distanciarmos do Senhor, a sermos independentes.

Muitos sentem-se corajosos porque praticam esportes radicais; outros, porque têm muito dinheiro; outros ainda, porque já fizeram muitos cursos e são reconhecidos pela sociedade, mas a verdadeira coragem é deixar-se amar e conduzir por Aquele que morreu na cruz por cada um de nós: Nosso Senhor Jesus Cristo.

Vinde, ó Deus, em meu auxílio, socorrei-me sem demora.

Jesus, eu confio em Vós!

Nos desígnios de Deus está sua felicidade

As pessoas até podem nos deixar sem resposta, mas o céu não. É fundamental para nossa caminhada rumo à nossa salvação, todos os dias, colocarmo-nos diante do Senhor e perguntar-Lhe: “Senhor, o que tens para mim neste dia? O que queres de mim neste dia?”

A cada dia que se inicia, o Senhor tem um desígnio de misericórdia para mim e para você; precisamos conhecê-lo. “Só tu és Santo! Todas as nações virão prostrar-se diante de Ti, porque tuas justas decisões se tornaram manifestas” (Ap 15,4b).

Mesmo que as dificuldades sejam contínuas, nós não podemos questionar a vontade divina. O melhor a fazer é sempre nos abandonar em Deus. Não se trata de ser acomodado ou alienado, é preciso fazer a nossa parte, sermos ativos, orantes, trabalhadores e fraternos. Fazendo o que é do nosso dever, dirijamo-nos ao Pai do Céu que realiza muito mais do que podemos esperar. Acredite que somente no
Senhor está a sua felicidade.

Quem faz a experiência de deixar-se conduzir pela vontade divina jamais se sente vazio ou infeliz. Peçamos ao Senhor que nos mostre Seus desígnios para a nossa vida.

Jesus, eu confio em Vós!

(por LUZIA SANTIAGO - CANÇÃO NOVA)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ficha Limpa no Brasil, aplicação criteriosa e nova mentalidade

Arcebispo do Rio de Janeiro sublinha grande contribuição da Igreja Católica
RIO DE JANEIRO, quinta-feira, 17 de julho de 2010 (ZENIT.org) – Além da “aplicação criteriosa” da Lei da Ficha Limpa já nas eleições deste ano no Brasil, o importante é “a nova mentalidade que nasce com a participação do povo assinando o ‘projeto de lei popular’ e a discussão do assunto específico”, afirma o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta.
A “Campanha Ficha Limpa” foi lançada nacionalmente durante a Assembleia da CNBB, em abril de 2008. Sempre com o apoio da Igreja Católica, tem o objetivo de provocar a melhoria do perfil dos candidatos e candidatas a cargos eletivos do país, tornando mais rígidos os critérios de inelegibilidades, ou seja, de quem não pode se candidatar.
Dom Orani explica – em artigo enviado a ZENIT hoje – que, ao apoiar o projeto de lei de iniciativa popular, a Igreja demonstra que sua missão “não pode prescindir das questões da vida humana em todas as suas realidades”.
“Uma realidade das mais importantes na sociedade é a política. Amar o próximo é também querer um país mais justo, fraterno e solidário”, diz o bispo.
O arcebispo recorda que a lei da Ficha Limpa “veicula a proibição de concorrer a cargos eletivos candidatos condenados em primeira ou única instância ou que tiverem contra si denúncia recebida por órgão judicial colegiado pela prática de diversos crimes, como abuso de poder econômico ou político; racismo; tortura; tráfico de drogas; terrorismo (...)”, entre outros delitos graves.
A expectativa da aplicação da nova lei “é, portanto, bastante grande, sobretudo considerando-se os enormes esforços que foram empreendidos para a sua aprovação, notadamente os de nossa Igreja, cuja participação foi inquestionavelmente decisiva ao longo de todo o processo, e sem a qual o mesmo não teria chegado a bom termo”.
Dom Orani diz esperar que os eleitores “votem em homens que tenham compromisso com a causa pública. Homens de ficha limpa e compromissados com a ética pública e com a edificação de uma sociedade mais justa e com acesso à educação, saúde e renda”.
Segundo o arcebispo, deve-se observar, com o projeto Ficha Limpa, a “grande contribuição da Igreja Católica e de seus fiéis, ao nascimento de um novo cenário político nacional”.
“Está nas mãos da sociedade brasileira mais um instrumento importante para um futuro melhor para o nosso país”, afirma.
ZP10061704 - 17-06-2010Permalink: http://www.zenit.org/article-25247?l=portuguese

quinta-feira, 17 de junho de 2010


Defendendo as cruzadas: agredidos e agressores.

Um agradecimento especial ao caríssimo Sr. Frederico Viotti - Frente Universitária Lepanto, por ceder-nos esse artigo em defesa dos heróis da Santa Igreja dos tempos de outrora que mortos já não podem se defender dos ataques de pseudo-cientistas que por vezes dão à Karl Max o lugar que é de Deus. Muito obrigado.
In Domina
Eduardo Moreira.
Fonte: Frente Universitária Lepanto: www.lepanto.com.br/dados/NotCruzadas.html

Agredidos e Agressores

Sempre foi chamada "praça das Cruzadas". Há pouco mais de um ano é "praça Paulo VI". À mudança de nome do largo milanês, junto à insigne basílica de São Simpliciano, não está alheia a Faculdade Teológica da Itália Setentrional que se abre para ela. Dizem que houve pressões clericais para que se mudasse o nome daquele logradouro. Sentiam que era embaraçoso, mais para certos meios católicos que para as autoridades laicas.

Este acontecimento milanês não é senão uma confirmação, entre tantas, de um fato desconcertante: depois de dois séculos de propaganda incessante, a "legenda negra" construída pelos iluministas como arma da guerra psicológica contra a Igreja Romana, terminou por instilar um "problema de consciência" na intelligentsia católica, além do imaginário popular.

Foi, na realidade, no século dezoito europeu que, completando a obra da Reforma, se firmou o rosário, tornado canônico, das "infâmias romanas". No que diz respeito às Cruzadas, a propaganda anticatólica chegou até a inventar o nome, como o termo "Idade Média", excogitado pela historiografia "iluminista". Os que há novecentos anos tomaram de assalto Jerusalém considerariam estúpidos os que lhes tivessem dito que davam cumprimento àquilo que seria chamado de "primeira Cruzada". Para eles, era iter, peregrinatio, succursus, passagium .

Os "panfletários", em suma, inventam um nome e constróem em torno uma "legenda negra". Não é só isso: será essa mesma propaganda européia que "revelará" ao mundo muçulmano o ter sido ele o "agredido". No Ocidente, a obscura invenção "cruzada" terminou por impregnar com sentimento de culpa certos homens da própria Igreja, ignorantes de como as coisas ocorreram.

Quem foi o agredido e quem é o agressor?

Quando em 638 o califa Omar conquista Jerusalém, esta era, há mais de três séculos, cristã. Pouco depois, sequazes do Profeta invadem e destróem as gloriosas igrejas, primeiro do Egito e, depois, de todo o norte da África, levando à extinção do cristianismo em lugares que tinham tido bispos como santo Agostinho.

Depois foi a vez da Espanha, da Sicília, da Grécia, daquela que será chamada Turquia e onde as comunidades fundadas pelo próprio São Paulo tornaram-se montes de ruínas. Em 1453, depois de sete séculos de assalto, capitula e é islamizada a própria Constantinopla, a segunda Roma. O rolo islâmico atinge os Bálcãs, e, como por milagre, é detido e obrigado a retirar-se das portas de Viena.

Entretanto, até o século XIX, todo o Mediterrâneo e todas as costas dos países cristãos que ficam em face, são "reservas" de carne humana: navios e países serão assaltados por incursões islâmicas, que retornam às covas magrebinas cheios de butins, de mulheres e jovens para os prazeres sexuais dos ricos e de escravos obrigados a morrerem de cansaço ou para serem resgatados a preços altíssimos pelos Mercedários e Trinitários. Execre-se, com justiça, o massacre de Jerusalém em 1099, mas não se esqueçam de Maomé II, em 1480, em Otranto, simples exemplo de um cortejo sanguinolento de sofrimentos.

Ainda hoje: quais países muçulmanos reconhecem aos outros que não aos seus, os direitos civis ou a liberdade de culto? Quem se indigna com o genocídio dos armênios, ontem e dos sudaneses cristãos, hoje? O mundo, segundo os devotos do Corão, não está ainda agora dividido em "território do Islam" e "território de guerra", todos os lugares, ainda não muçulmanos, mas que devem se tornar tais, por bem ou por mal? Não é esta a ideologia subentendida por muitos na imigração maciça rumo à Europa?

Uma simples revisão da história, mesmo nas suas linhas gerais, confirma uma verdade evidente: uma Cristandade em contínua posição de defesa em relação a uma agressão muçulmana, desde o começo até hoje (na África, por exemplo, está em curso uma ofensiva sanguinolenta para islamizar as etnias que os sacrifícios heróicos de gerações de missionários tinham levado ao batismo). Admitido que alguém, na história, devesse pedir desculpa a outro, deveriam ser os católicos a pedir perdão por um ato de autodefesa, pela tentativa de ter pelo menos aberto o caminho da peregrinação aos lugares de Jesus, como foi o ciclo das cruzadas?


Frente Universitária Lepanto - http://www.lepanto.com.br/

terça-feira, 15 de junho de 2010

Namoro: Tempo de cultivar o amor

Muito ouvimos falar de namoro, das relações afetivas entre homem e mulher, de encontrar um grande amor. Essa relação é fonte de alegrias, bem estar e pode ser também o caminho para a felicidade. Contudo, vemos também nos dias de hoje tantos relacionamentos fracassados, o número de divórcios cresce a cada dia, pessoas frustradas, feridas e magoadas com relacionamentos afetivos. Hoje as pessoas trocam de parceiros(as) muitas vezes e de forma rápida e não conseguem encontrar o que almejam, não conseguem serem felizes de fato. Será porque isso está acontecendo?
A causa desse fato está na forma como os relacionamentos estão sendo estruturados. Antes de abordamos esse ponto, é bom fazermos uma reflexão dos porquês do relacionamento entre homem e mulher. Apresento quatro pontos de vista, biológico, psicológico, social e religioso. Todos os quatro sustentam duas idéias principais: Ajuda mútua e geração e educação dos filhos.
O ponto de vista biológico esse aspectos são bem claro. Graças ao estabelecimento do casal monogâmico a espécie humana pode se desenvolver. Além da ajuda na obtenção de recursos para sobrevivência e maior proteção, a monogamia é essencial para o cuidado com os filhotes. Na espécie humana, assim como em outros animais, os filhotes são muito indefesos no início da vida e demoram muito tempo até conseguirem independência completa dos pais. Por isso é essencial que pai e mãe estejam juntos para criar os filhos, pois só um não teria sucesso. Pensem, como uma mulher com um filho pequeno poderia se defender de predadores, de outros humanos e conseguir alimento para si e seu filho? Daí a união do casal permitiu a nossa espécie ter maior sucesso reprodutivo.
O ponto de vista psicológico nós coloca que na relação entre os gêneros (homem e mulher) é muito benéfica. É inegável que homem e mulher são diferentes de diversos modos, na maneira de pensar, de encarar as situações, nas habilidades psíquicas, físicas, afetivas e sociais, etc.. Devido a isso o relacionamento entre homem e mulher permite que um se beneficie das características do outro gênero e permite ainda que a pessoa desenvolva, em menor grau, as características e habilidades do sexo oposto, sendo isso muito bom para a psique humana. A psicóloga Christiane Blank, em seu livro “Para o amor dar certo” coloca que os gêneros se complementam e que os relacionamentos necessitam das características masculinas e femininas. Na formação dos filhos, a figura materna e paterna e o relacionamento existente entre elas têm grande influência na formação da personalidade e das relações afetivas e sociais do ser humano.
Do ponto de vista social é bem claro, a união do casal é tida como fundamental para a constituição da família e essa, por sua vez, é a base de toda sociedade. Uma sociedade livre de mazelas sociais depende de famílias bem estruturadas, onde o ser humano pode aprender a viver em sociedade, pois é onde lhe são transmitidos regras de conduta e valores essenciais para se viver bem em uma sociedade.
Do ponto de vista religioso, Deus coloca homem e mulher juntos para que eles fossem um para o outro uma ajuda adequada (Gn 2, 18), ou seja, a mulher é a ajuda adequada, certa, para o homem assim como ele também o é para a mulher. Ajuda para que? Para viver, enfrentar as dificuldades, construir juntos um futuro em comum, contribuir para o bem da sociedade, gerar e educar novos seres humanos, ou seja, os filhos. Ao dizer que homem e mulher serão uma só carne ao se unirem em matrimônio Deus desejou que entre o casal humano houvesse uma união pelo amor semelhante ao que Ele vive na Trindade Santa. Assim como o amor une as três pessoas da Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, em um só Deus, o amor verdadeiro entre um homem e uma mulher também os unirão em uma só alma, uma só essência. Na criação dos filhos, Deus desejou que o ser humano tivesse um lugar para crescer e se desenvolver plenamente e não haveria lugar melhor do que uma família, um lar formado pela união do homem e da mulher pelo amor.
Podemos entender agora que a vocação natural do ser humano é o matrimônio. Porém, alguns são chamados a outras vocações. São chamados a atuar na sociedade de tal forma que não permite a constituição de uma família. É o caso dos sacerdotes, religiosos e religiosas consagrados(as) que dedicam suas vidas a servir a Igreja, a ajudar o próximo em uma vida de inteira doação. Outro exemplo são de pessoas que se dedicam a causas ou profissões que exigem muita dedicação, como missionários que levam ajuda humanitária pelo mundo.
Depois de entendemos esses aspectos podemos voltar à pergunta inicial: Porque tantas pessoas fracassam nos relacionamentos? Porque tantos divórcios, separações, brigas, crimes passionais, lares destruídos, aumento no número de jovens suicidas, viciados em drogas, envolvidos em crimes e violência? Tudo isso tem suas causas em relacionamentos doentes que arrastaram para famílias doentes. Bons relacionamentos dependem de boas escolhas, não existe “sorte no amor” como se diz por ai. Amor é escolha, amor é cultivado, como trataremos adiante. Colhemos em nossos relacionamentos aquilo que plantamos, já diz o ditado popular que quem planta vento colhe tempestade e é exatamente isso que está acontecendo com os relacionamentos hoje em dia. Mas como fazer as melhores escolhas? É preciso de sabedoria. Sabedoria não é conhecimento técnico das coisas, sabedoria é um dom de Deus, que nos leva a discernir entre as coisas, aquilo que nós fará bem, daquilo que nós fará mal. Por isso não é fácil fazer esse discernimento sozinhos, precisamos de Deus. Precisamos ter humildade para assumir que não sabemos tudo, ou melhor, que nada sabemos sobre o que é melhor pra gente e nos colocarmos diante da Vontade de Deus. Como podemos pensar que sabemos mais do que Deus o que é melhor, o que faz bem? Seria muito orgulho e audácia de nossa parte. Saber ouvir a Deus é fundamental. Para isso é necessário constante oração, reflexão sobre sua palavra, abrir o coração para ouvir aqueles a quem Deus escolheu e inspira para orientar seus filhos, como os pais, professores comprometidos com a verdade, a Igreja. As pessoas hoje vão contra o que a Igreja fala porque não a conhecem, não buscam entender o porquê de seus ensinamentos. Quando deixamos a posição de ataque para buscar entender de forma desarmada, vemos que tudo que a Igreja prega tem fundamentos coerentes e é o caminho melhor. Quando a Igreja defende a família, por exemplo, ela está errada? Sabemos que as mazelas sociais têm origem em lares mal estruturados, pessoas formadas sem valores, sem amor ao próximo, sem conduta ética e moral. Quem nega isso é cego ou quer se fazer de cego por conveniência. Varias ciências humanas nos confirmam isso. Buscar a sabedoria implica em ter humildade e abrir a mente e o coração.
Voltado agora ao tema inicial desse texto, temos então o namoro como o início dessa relação homem/mulher, relação onde o sucesso ou fracasso dependerá das escolhas tomadas já no namoro. O namoro é o período em que o casal começa a se conhecer, por isso ele é um tempo principalmente de conhecimento do outro e de si mesmo. De si mesmo, pois, nos descobrimos através da visão do outro, de alguém de fora de nós. Essas descobertas nos impelem a realizar mudanças em nossas atitudes quando enxergamos melhor nossos defeitos, nos impelem a crescer e amadurecer. Por isso, o tempo do namoro deve ser marcado por um amadurecimento da pessoa e do casal, deve se procurar aparar as arestas, retirar os espinhos que impedem o casal de se unir verdadeiramente. O namoro também, por ser o início do relacionamento entre o casal, é tempo de planejar juntos objetivos e sonhos, uma vida a dois.
Para se escolher bem e com isso garantir um bom relacionamento é necessário, entes de tudo, escolher o amor. Que amor é esse? É o amor ao qual Cristo nos deixou como Seu mandamento: Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amo. Ninguém possui maior amor do que aquele que dá a vida pelo próximo (Jo 15, 12-13). Infelizmente a verdade é que os relacionamentos entre casal de hoje não tem amor. É duro ouvir isso, mas é a pura verdade. Dar a vida é se doar ao outro, é colocar o bem do outro antes de seus interesses, antes de sua satisfação pessoal. O mundo nos ensina o contrário: temos que buscar nossa própria felicidade e satisfação a qualquer custo, mesmo que para isso a gente use as pessoas e descarte-as quando nos tiverem atrapalhando. Isso está marcando os relacionamentos, a ideologia consumista. A ideologia consumista faz com que queiramos estar com o outro para obtemos um benefício próprio, como prazer, diversão, algum tipo de status, suprimento de carência afetiva, conveniência, satisfação do ego, interesse financeiro. Segunda essa ideologia, tão impregnada em nossas vidas, o objetivo é ser feliz e não fazer o outro feliz e ser feliz somente junto com o outro. Ai está porque não somos felizes, ninguém é feliz se não age para fazer o outro feliz, ninguém é feliz sozinho. Ao terminar de lavar os pés dos apóstolos, Jesus nos ensina que se Ele que era Senhor e Mestre lavou os pés dos apóstolos, ou seja, se doou, serviu, agiu pelo bem dos outros, assim também nós deveríamos fazer isso para sermos felizes (Ver Jo 13, 12-17). Devemos protestar contra toda e qualquer ideologia consumista que não vá ao sentido do amor verdadeiro nos relacionamentos, devemos buscar a felicidade fazendo o bem aos outros, se doando pela felicidade dos outros. Não podemos deixar que essa e tantas outras ideologias destruam nossos relacionamentos, nossas famílias e nossa sociedade.
Como cultivar o verdadeiro amor? Há uma passagem em I Coríntios 13, 4-6 que contêm as características do amor: “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não tem inveja, não é orgulhoso. Não é arrogante. Nem escandaloso. Não busca os próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” Vamos dissecar essa passagem passo a passo.
“O amor é paciente, o amor é bondoso” – Isso quer dizer que se queremos amar de fato temos que cultivar a paciência, tolerância e compreensão a piedade. Relacionamos-nos com pessoas com histórias diferentes, que pensam, agem e vêem o mundo diferente de nós. Ser paciente e tolerante é entender que cada ser humano tem suas características próprias, suas qualidades e defeitos. Essas características foram construídas ao longo de uma história, marcada por conquistas e derrotas, alegrias e traumas. Ninguém tem defeitos porque gosta disso. Temos que aceitar o outro como ele é e ser pacientes com seus defeitos. Temos que ser compreensivos e ter piedade ou invés de julgar, condenar, exigir. Piedade não é dó. A dó é um sentimento vazio que não nos leva a ajudar o próximo. A piedade ou misericórdia vem do amor e que ama ajuda, é solidário, quer o bem e o progresso do outro, por isso vai agir para contribuir para isso.
“O amor não tem inveja, não é orgulhoso, não é arrogante, nem escandaloso; Não busca os próprios interesses” – Não buscar os próprios interesses está bem claro, isso implica saber ceder. Vejamos que a palavra é saber ceder, não é ceder de qualquer jeito. Há situações que não podemos ceder, pois isso implicaria em conseqüências negativas, mas outras situações podemos e devemos ceder, pois não são essenciais. Quem não sabe ceder, é arrogante, se julga sempre certo e melhor que o outro, não é humilde para reconhecer seus erros, para ver que o outro tem razão, é orgulhoso e não ama. Quem tem inveja também não ama. Inveja é quando não ficamos felizes pelo sucesso e conquistas do outro, porque nós não tivemos aquele sucesso. Quem não fica feliz pelo outro, falta com amor. Alguém escandaloso é quem se irrita, grita, faz chantagem emocional, quando suas vontades não são satisfeitas, se comporta como criança mimada que dá birra, esperneia e emburra.
“O amor não se irrita” – Quando se é paciente e misericordioso não há porque se irritar. Quando buscamos o bem comum e não os próprios interesses e opiniões também não nos irritamos. A irritação é quando sentimos nossos desejos e vontades, quando não são caprichos, frustrados. O amor busca o diálogo, ou seja, o encontro de pensamentos em busca do que seja melhor para ambos. Quem discute falta com amor e acaba com o relacionamento. O diálogo busca o bem comum, para isso muitas vezes é importante deixar de lado interesses pessoais. Nisso já vemos outras características do amor:
"O amor não guarda rancor e tudo desculpa" – Isso significa que amar é não guardar mágoas, ressentimentos, é perdoar, relevar. Não quer dizer que devemos deixar as pessoas pisar na gente, usar a gente. Quer dizer que não devemos ter raiva, ódio. Se alguém te faz um mal, perdoe. Se esse pessoa continua a te fazer mal afaste-se até que ela veja que o que ela faz é ruim, errado. Mas, não cultive magoas, não deixe de amar essa pessoa. Somente o amor verdadeiro pode mudar o coração de alguém. Desistir dessa pessoa significa não amá-la e você não a ajuda em nada. Quando Deus quer que homem e mulher sejam um para o outro ajuda adequada é para que ajudemos em tudo, mesmo que essa ajuda custe sacrifícios, certo sofrimento. Dificuldades, sofrimentos, não são sinônimos de infelicidade. Falta de amor sim. Popularmente se diz que quem ama perdoa. E é claro que perdoa, se não perdoa é porque coloca o ego acima do amor, por isso mata o amor. A falta de perdão mata, sufoca, extingue qualquer relacionamento, seja entre de casal ou não.
"O amor não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade" – Quem ama pratica a justiça, ou seja, não trai, não mente, não finge, não arma ciladas, não tenta tirar vantagem. Relacionamento que não é pautado na verdade não existe. Não tem como se relacionar com quem não é autêntico, sincero, que tem fingimentos, segundas intenções, com alguém que não é fiel. Isso porque se não demos a conhecer como somos, o relacionamento rui. Muitos homens e mulheres dizem que não conheciam a pessoa com quem se casaram. Isso porque no namoro não se foi o que se é, não buscou-se que o namoro fosse um tempo de conhecer. Conhecer o caráter, os valores, a personalidade, a família do outro. Ninguém muda de repente e ninguém consegue fingir o tempo todo. Temos que ficar atentos a isso. Buscar conhecer o outro é também ver ser ele está agindo segundo a verdade. A falsidade não permite o verdadeiro relacionamento. A infidelidade também não. Quem é infiel atenta gravemente contra o amor. Infidelidade não é só traição conjugal, mas é trair a confiança do outro, seus segredos, expor a pessoa, brincar com suas fragilidades. O mundo hoje trata a infidelidade conjugal como algo divertido, engraçado, aprovável. Mas alguém quer ser traído? Quem se sente bem sendo traído? Se não queremos isso pra gente não podemos ver esse fato com certa “aprovação”. Temos que repudiar isso, nos opor também as idéias que a mídia coloca sobre isso em tantas novelas, filmes, etc.. É graças a infidelidade que tantos lares são destruídos, pessoas são mortas, seja fisicamente ou suas almas. Ser intolerante com a infidelidade não quer dizer ser intolerante com quem erra. Devemos ter compaixão de quem erra, mas não admitir que o erro seja visto como algo normal, natural, aceitável.
"O amor tudo crê" – O amor confia, não tem ressalvas. Desconfiança e ciúme significam insegurança, é falta de amor e mata qualquer relacionamento. Porém, confiança não nasce de repente, ela é conquistada dia a dia, mas pode ser perdida rapidamente se a pessoa trair a confiança nela depositada.
"O amor tudo espera" – O amor não é ansioso, sabe esperar, sabe que cada pessoa tem seu tempo, de assumir compromissos, responsabilidades, tomar decisões. O amor sabe que cada fase tem suas características próprias, por isso não tenta adiantar as coisas, queimar etapas. Quem ama verdadeiramente sabe que um relacionamento não nasce pronto. Assim como cultivamos uma planta, devemos cultivar o amor. Há o tempo de preparar o terreno, lançar a semente, ver a pequena planta lançar seus primeiros brotos, suas raízes, ver ela ir crescendo aos poucos, tudo com paciência. Espera a época certa de dar os frutos e colhe-los. Quando estamos preocupados em uma satisfação e felicidade rápida instantânea, sem espera, típica do nosso mundo acelerado, exigimos do relacionamento ou do outro aquilo que ele não está pronto para dar, queremos frutos fora da época e todo fruto verde ou é azedo ou amargo. Esse é o gosto que fica no final. Mas quem sabe esperar, fica com o sabor doce na boca e um doce duradouro quem não acaba. Muitas pessoas casam rápido, sem amadurecer no namoro. Por isso amargam um divórcio. Outros querem viver já no namoro aquilo que é típico do casamento, como os compromissos, dedicação, exigências, a vida sexual, por isso o relacionamento azeda. A sexualidade humana é diferente de relação sexual. A sexualidade é toda uma dimensão do ser humano que começamos a viver desde a infância. Viver bem a sexualidade é saber direcioná-la para nosso bem e bem das outras pessoas, é saber respeitar o outro e não usá-lo para satisfação pessoal. Mesmo sem a ter relações sexuais, vivemos nossa sexualidade no carinho, afeto, atenção, dedicação, apoio, amor. Um casal que tem relações sexuais mais sem cultivar essas características cai no genitalismo banal, que pode trazer prazer momentâneo, mas não fazem bem, deixam gosto amargo, destrói o relacionamento. Abordaremos a sexualidade humana com mais detalhes em breve no encontro sobre o sexto mandamento (que terá um texto nesse blog também). Por hora é preciso compreender que, também na sexualidade, cada fase da vida e do relacionamento tem suas características próprias e momentos adequados que devem ser respeitados para não colhermos frustração.
"O amor tudo suporta" – O amor, cultivado com todos os requisitos expostos aqui, suporta a tudo, todas as dificuldades. Há várias dificuldades já no namoro, como as diferenças entre as pessoas, os conflitos de idéias, os defeitos, a família e amigos do outro, os planos e objetivos individuais, em alguns casos a distância. Todas essas questões podem se interpor entre o casal, mas o casal que vive e cultiva o amor de verdade sabe vencer as dificuldade. E isso não é utopia, é fato. Duvidam? Tirem a prova, vivam o amor com todos esse requisitos e vejam por vocês mesmos se a superação das dificuldades não é uma verdade.
A passagem de Coríntios continua assim: O amor jamais acabará. Amor não acaba, nós é que não sabemos amar. Casamento que acaba, namoro que acaba, amizade que acaba é porque nunca houve amor. Pode ter existido, companheirismo, paixão, dependência afetiva, mas não amor. Paixão acaba, amor não. Por isso amem de verdade se querem relacionamentos saudáveis e duradouros, se quiserem ser verdadeiramente felizes.


Mariana Prado Borges